“Queremos dançar o Carnaval” é um filme longa-metragem que resgata a história da Sociedade Operária Paracatuense (SOP), conhecida como “Saca Rolha”, clube social criado em 1950 por um grupo de amigos e músicos negros da cidade de Paracatu, no interior de Minas Gerais
O lançamento do documentário “Queremos dançar o Carnaval – A história de um clube negro do Brasil” será realizado no próximo dia 10 abril (sexta-feira), às 19h30, com uma sessão gratuita e ao ar livre na Praça do Santana, em Paracatu, Minas Gerais.
O filme, produzido pelo Observatório de Comunicação (Lei.A), reconstrói a história da Sociedade Operária Paracatuense (SOP), clube popularmente conhecido como “Saca Rolha”, a partir de depoimentos de familiares dos fundadores, antigos frequentadores, moradores do bairro Santana, juristas e historiadores, além de imagens inéditas da cidade de Paracatu nas décadas de 1940 e 1950.
Quem comparecer à Praça do Santana no sábado poderá também ver na tela do cinema o “Coral Stella Maris”, que, além de manter viva a tradição do canto coral, também carrega a missão de interpretar músicas compostas por paracatuenses. Durante as gravações, o grupo executou o hino da Sociedade Operária Paracatuense. “Queremos dançar o carnaval” é um trecho da música que embalou muitos foliões e foliãs e acabou batizando o nome do filme.
SOBRE O SACA ROLHA
A Sociedade Operária Paracatuense funcionou na praça do bairro Santana de 1950 até 1958, quando do falecimento de seu idealizador, Luiz Gouveia Damasceno, o Luiz de Darilo, músico autodidata e figura central na vida cultural de Paracatu. Mesmo com pouco tempo de vida, o “Saca Rolha” ainda permanece na memória e lembrança de muitas pessoas na cidade, porém, os mais jovens praticamente desconhecem a história de sua criação, seus frequentadores e importância daquele lugar que embalou festa e luta.
Fruto da amizade de um grupo de amigos para criar em Paracatu um espaço de convivência para toda a sociedade, o “Saca Rolha” surgiu em uma época na qual muitos espaços de convivência social ainda eram negados às pessoas negras, mesmo que de forma velada. A partir da vontade de Luiz de Darilo, junto a outros personagens importantes como José Gouveia Damasceno (Zé Pipoqueiro), Jacinta Pereira da Silva, Georgina Doceira e José Alves Meireles (Zé de Leno), nasceu a Sociedade Operária Paracatuense.
A filha de Luiz, Amélia Gouveia Damasceno, hoje com 86 anos, lembra-se da animação das festas e da presença constante de pessoas vindas de toda a região. “No SOP não tinha preto nem branco, todos eram iguais”, conta Amélia, que é uma das personagens do filme a resgatar um pouco da história do clube.
Documentário: “Queremos dançar o carnaval – A história de um clube negro do Brasil”
Lançamento: 10 de abril (sexta-feira)
Horário: 19h30
Local: Praça do Santana – Paracatu/MG
Ingressos: Exibição ao ar livre com entrada gratuita
Realização: Observatório de Comunicação (Lei.A)
Fonte: Henrique Ulhoa

