Qual é o perfil psicológico de quem deseja governar?

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Com a aproximação de mais uma eleição, uma reflexão chama atenção: qual é o perfil psicológico de quem deseja ocupar cargos de poder?

Em artigo enviado ao Paracatu Net, o autor Mauro Falcão analisa como o comportamento dos candidatos vem ganhando cada vez mais peso no cenário eleitoral. Para ele, a polêmica e a exposição se transformaram em ferramentas políticas, fazendo com que atitudes como agressividade, impulsividade, narcisismo e intolerância ao contraditório possam ser interpretadas como autenticidade.

O texto questiona por que exigimos equilíbrio emocional, autocontrole, capacidade de ouvir e pensamento estratégico de quem administra empresas, mas não cobramos os mesmos critérios de quem pretende tomar decisões que afetam milhões de pessoas.

A discussão não é sobre diagnosticar candidatos, algo que exige avaliação profissional, mas sobre quais comportamentos a sociedade escolhe valorizar e premiar nas urnas.

Muitas vezes, a escolha política deixa de ser baseada em propostas e passa a depender de identificação, torcida, indignação e pertencimento. Nesse cenário, o argumento perde espaço para o conflito e o espetáculo.

A reflexão final é direta: estamos diante de uma nova normalidade política ou precisamos repensar os critérios usados para escolher nossos líderes?

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