21 set 14h39

Vereadores enquadram Presidente da Câmara e condenam “discurso oportunista”

O “Projeto de Mãos Dadas” proposto pelo Governo de Minas e enviado à Câmara de Vereadores pelo Governo Municipal foi retirado da pauta de votação nesta segunda-feira (20/09) após ofício do executivo, mas continua dando “pano pra manga” nos debates da Câmara.

A priori, a iniciativa do Governo Zema visa à absorção por parte do Município dos estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental, atualmente atendidos pela rede estadual de ensino. Em contrapartida haveria repasse de recursos que poderiam ser utilizados para reformas e construção de novas escolas no Município.

Ao receber o projeto na casa Legislativa, o presidente da casa deu andamento na matéria, mesmo com a divergência dos Vereadores que ocupam o bloco “independente” que repercutiam a fala de professores que compareciam nas reuniões ordinárias e se manifestavam contrários à matéria.

Após passar pela CCJ o relatório seria levado a plenário para votação, mas apesar do aceno do pedido de retirada feito pelo Prefeito em função do seu descontentamento com o Governador Romeu Zema, durante reunião com Vereadores governistas, o Presidente da casa legislativa,
Vereador Manoel Alves (PODEMOS) gravou um vídeo afirmando que estava retirando o projeto de votação “a pedido dos Vereadores da base”. 

Mesmo se retratando da fala no início da reunião, a atitude do chefe do Legislativo desagradou muito os seus pares que classificaram o discurso “como oportunista”. Alguns se limitaram as críticas de bastidores, outros se posicionaram publicamente durante a reunião da Câmara.

O Vereador
Dênis Dantas (PDT), entende que as atitudes do Presidente da casa reduz a força do legislativo e causa um “racha” com privilégios aos Vereadores da base.

“-O Sr deixou entendido algumas coisas que é o contrário do que queremos nesta casa. Nosso bloco é minoria, mas quando o projeto chegou à essa casa, nós fomos os primeiros a conversar com as professoras e encararmos esta luta,”
afirmou o parlamentar, que também manifestou descontentamento com a condução do Legislativo. “-Quem tem o poder dita a regra do jogo e o projeto foi retirado porque todos já sabiam que o relatório ia ser lido não tinha votos para passar. Não foi por causa dos Vereadores da base como o sr. disse e tentou remendar depois. Remendar pano rasgado não adianta não, ele tá podre e acaba de rasgar.” Finalizou.

O Líder de Governo,
Professor Alex (DEM), defendeu a fala de Manoel e afirmou que o pedido dos vereadores da base foi para evitar o embate durante a votação e antecipar a solução de um problema que é desejo do povo.

“-O preço político paga quem quer. O pedido da base só quisemos matar o projeto lá no começo e o pedido dos independentes seria pra votarmos contra o projeto. Eles quiseram ficar de um lado e nós quisemos ficar do lado de cá.”
Explicou Alex.

Dênis Brasileiro (Republicanos), questionou a real motivação da retirada do projeto de pauta.

“-Quando eu vi o vídeo da sua fala, eu fiquei muito triste porque o Sr. é Presidente da Câmara e não é Presidente da base, da mesma forma que se o Prefeito atendeu a um pedido da base, ele não é prefeito do povo, ele é Prefeito da base. Será que era realmente preciso de uma reunião da base para retirar um projeto?” 
questionou Brasileiro.

“Quem tira um projeto neste ponto, depois de tanto tempo, de toda a tramitação não é por empatia e por perceber que não era bom é por saber que seria derrotado aqui na casa.” 
Finalizou.

 
 
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