6 abr 09h12

Incêndio destrói parte da Igreja São Sebastião de Pouso Alegre em Paracatu

Nesta segunda-feira, dia (05/04), o Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 15 horas para combater um incêndio na Igreja histórica de São Sebastião de Pouso Alegre, zona rural de Paracatu, uma edificação tombada pelo Município de Paracatu de acordo com a Lei Ordinária n.º 406, de 27 de fevereiro de 1958, e considerada patrimônio histórico devido a importância cultural para a cidade.

Ao chegar no local os bombeiros se depararam com a edificação tomada pelas chamas e boa parte de sua estrutura interior destruída e parte do telhado já havia desmoronado.

O fogo se alastrava pelo telhado, estruturas de madeira e paredes de alvenaria. Devido risco de colapso e desmoronamento do restante da estrutura, a guarnição de bombeiros iniciou o combate pelo lado de fora da edificação até que as chamas fossem controladas. Durante o combate, uma das paredes colapsou e caiu no no interior da igreja. Após o controle das chamas, os militares conseguiram entrar com segurança e realizar o combate dos focos restantes nas madeiras das portas e telhado.

Findados os trabalhos de combate direto às chamas, o Corpo de Bombeiros preservou o cenário até a chegada da Polícia Civil para realização da perícia e apuração causa do incêndio. Após liberação da perícia, os bombeiros militares fizeram o rescaldo, que trata-se do resfriamento final de toda estrutura para evitar o retorno das chamas.

A história do descaso por trás de muitas "estórias"

Localizada no antigo vilarejo São Sebastião do Pouso Alegre, a 35 km de Paracatu e considerada Patrimônio Histórico Municipal desde março de 1958 pela Lei n° 406. A igreja centenária foi saqueada e hoje está em ruínas. Envolta em muitas lendas, alguns afirmam ter existido em seu interior obras de autoria do mestre Athaíde e uma imagem de São Sebastião com 1,5 metros de altura.

No final do século XIX, o fazendeiro Imeliano Silva Neiva, um dos homens mais ricos do Noroeste Mineiro manda erguer uma igreja dentro de suas terras sob a invocação de São Sebastião, do qual era devoto. No local, além de construída a Igreja também foi separado um significativo espaço para a instalação de um Cemitério. A igreja de São Sebastião, com o passar do tempo, se tornou mais que espaço religioso de meditação, preces e ritos, mas um lugar de encontro e comemorações da comunidade do antigo Pouso Alegre.

Em 2004,
um laudo elaborado pela Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Histórico, Cultural e Turístico aponta que existia a constatação de urgente restauração da Igreja São Sebastião do Pouso Alegre, especialmente em decorrência de sua condição precária.

Em 2007,
o Iepha apresentou parecer técnico acerca do estado de conservação da igreja e estimou os custos para sua restauração em R$ 470 mil.

Em 2007,
foi assinado Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), tendo como compromissários o município de Paracatu e a Mitra Diocesana de Paracatu. Ambos assumiram a responsabilidade de impedir o avanço da deterioração da igreja, além do compromisso de elaborarem um projeto de restauração.

Em 2010,
foi determinada a notificação dos compromissários para a comprovação do cumprimento do TAC. O município de Paracatu informou que promoveu algumas ações para a proteção da igreja e cadastrou o projeto de restauração no Ministério da Cultura.

Em 2010
, o município apresentou um projeto com um valor total de quase um milhão de reais.

Em 2012
, o município apresentou documentação a fim de justificar o cumprimento do TAC, informando que encaminhou o projeto de restauração para o Conselho Estadual de Direitos Difusos para fins de financiamento.

Em 2017
, a associação conseguiu aprovar um projeto de restauração junto ao MINC de recursos pela Lei Roanet. Contudo, esses recursos não chegaram.

Em 2018
, o município de Paracatu executou a primeira etapa desse projeto, o que impediu que o bem se deteriorasse completamente. “Ressalta-se que o município não destinou recursos para a restauração desse bem nas leis orçamentárias de 2013, 2014, 2015, 2016,  2017 e  2019”, contrapõe a promotora de Justiça, na ACP.

Em 2019
, um novo projeto foi orçado em R$1.166.373,44.



*Permitido compartilhamento e ou cópia desde preservada a fonte  (LEI Nº 9.610/98)
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