18 fev 18h30

Megaoperação contra fraudes no auxílio emergencial tem alvos em Paracatu

Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18/2), a Operação Terceira Parcela, contra fraudes no auxílio emergencial, pago pelo governo federal. Nesta primeira etapa da investigação, são alvo os beneficiários de pagamento feitos de forma irregular. O objetivo da força-tarefa é desestruturar ações que causam prejuízo ao programa assistencial e, por consequência, atingem a parcela da população que necessita dessa ajuda financeira.

Segundo a apuração da polícia, a suspeita é que criminosos usavam recursos do auxílio emergencial, de pessoas que não tinham solicitado a ajuda, e usavam os valores para o pagamento de boletos. A ação busca provas da atuação de fraudadores.

Ao todo, foram expedidos 66 mandados de busca e apreensão em 39 cidades de Minas e outros sete mandados na Bahia, Tocantins e Paraíba. A ação conta com a participação de mais de 200 policiais e é uma continuidade de outras duas operações deflagradas pela Polícia Federal em 2020.

A chamada "Estratégia Integrada contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial" conta com a PF, o Ministério da Cidadania, a Caixa Econômica Federal, o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU).

Nesta quinta-feira, em Minas Gerais, os mandados são cumpridos nas cidades de Araguari, Belo Horizonte, Betim, Caetanópolis, Campanha, Campestre, Contagem, Cristiano Otoni, Divinópolis, Dores de Campos, Governador Valadares, Itamarandiba, Ituiutaba, Jaíba, Juiz de Fora, Lagoa Santa, Luz, Machado, Mateus Leme, Montes Claros, Mutum, Nova Lima, Paracatu, Paraopeba, Passos, Patos de Minas, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Presidente Olegário, Ribeirão das Neves, Sabará, Salinas, Santa Maria de Itabira, Santo Antônio do Monte, São João Nepomuceno, Sete Lagoas, Uberlândia, Unaí, e Volta Grande.

Investigação

A investigação começou a partir de reclamações feitas na Caixa e o cruzamento de dados com o núcleo de inteligência da PF. A operação desta quinta-feira é desdobramento de outras duas operações que ocorreram em 2020.

No dia 09 de novembro, a 
Operação “Primeira Parcela” ocorreu nos estados da Bahia, São Paulo e Tocantins. Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e quatro pessoas foram presas.


A ação, considerada pela Polícia Federal como a maior do país, foi resultado do trabalho feito por diversos órgãos e instituições públicas para combater fraudes no pagamento do auxílio emergencial. Nesta primeira operação, foi contabilizado que os prejuízos causados pela quadrilha aos cofres públicos giram em torno de R$ 350 mil, somente no estado de São Paulo.

Operação "Segunda Parcela" foi deflagrada um mês depois, em 10 de dezembro de 2020. Na ocasião, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, 13 mandados de sequestro de bens e sete pessoas foram presas.

Durante a segunda etapa da operação, foi determinado o bloqueio de valores de até R$ 650 mil em diversas contas que receberam benefícios fraudados.



Fonte: G1

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