12 nov 00h31

Padre pode derrubar Igreja?

(Foto: TV Rio Preto Buritis/Divulgação)(Foto: TV Rio Preto Buritis/Divulgação)
Dessa vez a voz do povo não foi a voz de Deus em Dom Bosco, Minas Gerais, pois os habitantes foram os últimos a saberem que o pároco responsável pela Matriz de São João Bosco tratou de fazer por conta própria: a demolição da igreja com mais de meio século de história.
A situação pegou de surpresa os órgãos responsáveis por patrimônio públicos, que até estavam em fase de tombamento do templo, e a maioria dos moradores, que só viram o pó da igreja subindo. Em uma matéria no jornal “Estado de Minas”, consta que o padre pretende fazer uma igreja maior no mesmo local. E a situação legal, como fica? Já que nem a prefeita da cidade sabia dos planos do sacerdote.
É de se espantar, tremenda atitude como essa vinda de um sacerdote que prega, religiosamente, sobre a não omissão nem sequer para entrar em acordo com a comunidade e decidir o melhor para todos. A intenção pode ter sido das melhores por parte do pároco, mas onde fica o posicionamento de quem frequenta ou mesmo ajudou a construir o templo?
Já pensou se os párocos resolvem revirar as tradições das construções religiosas por onde passam? Se nos colocarmos no lugar dessas pessoas, em Paracatu, por exemplo, uma radicalização como essa pode fazer com que diversas Igrejas da cidade vão pelos ares, por seus tamanhos e não se enquadrarem com a modernização dos “novos tempos” – e templos, como almeja alguns sacerdotes. Prefiro nem imaginar a hipótese.
Senti pena da cidade que viu sua história sendo desabada. Fiquei triste por tantas pessoas que não mediram esforços para verem levantada cada parede da igreja. Em questão de horas e mais nada para constar a lembrança boa ou ruim que cada residente levava consigo da construção. E, fica a dúvida, todo padre pode sair demolindo patrimônios e fazendo o que bem entender por julgar ser o melhor para todos?
Claudio Oliveira - Jornalista

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