31 mai 08h06

Polícia Civil conclui inquérito da chacina na Igreja Batista Shalom em Paracatu

As investigações sobre a chacina em Paracatu, na Região Noroeste de Minas Gerais, foram concluídas pela Polícia Civil. Uma das suspeitas iniciais é que Rudson Aragão Guimarães, de 39 anos, cometeu os crimes devido a um atrito com o pastor da Igreja Batista Shalom há dois meses, que resultou no seu afastamento da liderança do espaço religioso. Morreram na ação do homem, a ex-mulher dele, e outras três pessoas dentro da igreja evangélica. 

O resultado do 
inquérito não foi adiantado pela Polícia Civil. Detalhes das investigações serão repassados nesta sexta-feira, em entrevista coletiva. A delegada de Homicídios da 2ª Delegacia Regional de Paracatu, Thays Silva, responsável pelo caso, conseguiu finalizar as apurações antes mesmo dos 10 dias de prazo. 

crime aconteceu em 21 de maio. Rudson foi até a casa da mãe dele, onde também estavam a irmã e a ex-namorada, Heloísa Vieira Andrade, de 59 anos. Lá, Rudson desferiu uma facada contra o pescoço da ex-companheira. O Corpo de Bombeiros tentou socorrê-la, mas a mulher morreu a caminho do hospital com uma parada cardiorrespiratória. Depois de fazer a primeira vítima, o atirador correu para o templo religioso. Lá, inicialmente, atirou contra dois idosos: uma mulher e um homem. Eles sofreram ferimentos no crânio e morreram também por parada cardiorrespiratória.

Instantes depois, Rudson rendeu outra fiel e a manteve sob ameaça. A Polícia Militar chegou ao local da ocorrência e tentou negociar com o atirador, mas segundo o registro da ocorrência, o homem não deu ouvidos aos PMs e atirou na refém, elevando o número de mortos da tragédia para quatro. 

De imediato, com objetivo de deter o autor, militares atiraram no homem. Ele foi socorrido para o hospital da cidade, onde deu entrada em estado grave. Morreram na igreja Rosângela Albernaz, de 50; Marilene Martins de Melo Neves, 52; e Antônio Rama, 67, pai do pastor Evandro Rama, que celebrava o culto no momento da ocorrência e sofreu uma lesão no pé ao tentar escapar do local. 

Expulsão da igreja

Uma das possíveis motivações para o massacre, segundo as investigações, é um atrito com o pastor da igreja, que resultou no afastamento de Rudson da liderança do espaço religioso. A hipótese foi reforçada por fiéis do templo evangélico

Rudson tentou tirar a própria vida em 23 de maio.  Por volta das 6h50 daquele dia, o segurança teria feito três cortes no próprio pescoço com um bisturi. Uma investigação foi aberta para apurar como ele teve acesso ao objeto.


Fonte. Em.com.br

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