20 mai 15h36

Direitos violados: Paracatu frente à mineração

Expresso todo o apoio da Igreja e bendigo aos homens e mulheres que estão defendendo a vida frente aos desastres da mineração, expressou o bispo de Paracatu Dom Jorge Alves, ao inaugurar o encontro Direitos Violados: Paracatu frente à mineração, em 11/maio, na Câmara de Vereadores de Paracatu.
Esses homens e mulheres que estão aqui, preocupados com as condições de vida das pessoas, merecem o apoio e a bênção da Igreja, especialmente porque, já por duas vezes, em Mariana e em Brumadinho, sucederam desastres ambientais que realmente envergonham a todos que dirigem essas empresas de mineração, que deveriam ter tomado providências urgentes para resolver o problema.
Para o bispo de Paracatu, este encontro é muito importante para todo o Estado de Minas Gerais, onde se desenvolvem atividades de mineração, porque “se trata de defender a vida das pessoas e de promover uma vida em abundância, como nos ensinou Jesus de Nazaré”
Diversas organizações sociais e populares do município de Paracatu se reuniram para discutir seus direitos frente à contaminação que sofrem as comunidades e a água da região, onde se explora uma das maiores minas de ouro do mundo e também minas de chumbo e zinco. As responsabilidades da mineradora canadense Kinross, das autoridades, as obrigações que correspondem ao Estado brasileiro e as comunidades afetadas pela mineração foram analisadas a partir de uma rigorosa investigação conduzida pelas entidades Justiça Global e Above Ground (Canadá).
O encontro foi organizado por Cáritas Paracatu, CPT, rede Igrejas e Mineração, MAM, Justiça Global e Above Ground (Canadá) e contou com a presença de representantes de 19 organizações com atuação na área ambiental e de segurança de barragens, representantes de comunidades, além de dois vereadores de Paracatu.
Atualmente, o município de Paracatu abriga gigantescos resíduos tóxicos de arsênio, chumbo e outros metais pesados perigosos para todos os tipos de vida.
Porém, somos animados pela Esperança, e apesar de toda essa catástrofe ambiental que afeta não apenas os seres humanos, como também a biodiversidade, queremos caminha, buscar saídas, buscar soluções, dialogar com a sociedade e realmente criar um espaço onde a vida possa crescer e manifestar-se com segurança”, finalizou Dom Jorge.


Márcio José dos Santos
* Professor / Geólogo


Imagem: Parte público do presente ao simpósio do dia 11 de maio.

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