16 mai 20h24

Eles não são idiotas

Protesto na av. Paulista contra os cortes na Educação. NELSON ALMEIDA (AFP)Protesto na av. Paulista contra os cortes na Educação. NELSON ALMEIDA (AFP)
Vários estudantes e profissionais da educação protestaram nas ruas e em suas instituições de ensino contra o corte de recursos anunciado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. Em meio ao protesto e mesmo de longe, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, não perdeu a oportunidade de ficar calado e jogar suas asneiras que vêm piorando a cada dia à quem queria seus direitos respeitados.
“Idiotas úteis”, “imbecis” e “massa de manobra”. Foi essa a solução mágica que o “mito” declarou para tentar amenizar suas obrigações e imputá-las a outro, como se alguém ainda estivesse querendo competir o posto da Presidência com ele.
Bolsonaro soltou essa declaração em Dallas, no Texas, onde receberá uma homenagem. No entanto, essa estava prevista para acontecer em Nova York. Bolsonaro acabou desistindo, por causa de protestos, motivados por suas declarações que em nada resolvem ou acrescentam algo.
Em pouco tempo, Bolsonaro deixa visível que faz parte do grupo de políticos que não simpatizam com o contraditório de forma amigável.  Ao fazer isso em um momento cujas manifestações mobilizam todo o país, ele demonstra uma incrível falta de noção e total despreparo em governar para todos.
Agredir a mobilização dos estudantes e trabalhadores da educação nos mostra a carência que essa área vem passando e carregando há tempos. Atacar quem está indo às ruas para pedir educação de qualidade, o que sempre ficou para depois, coloca a democracia na antiguidade e a devolve ao passado. Totalmente.
Multidões que resolveram organizar e manifestar suas insatisfações não são “idiotas úteis” nem “imbecis”. Engano total classificar os estudantes e universitários assim. Pois, moram nessas pessoas a força e o desejo de fazer uma nova política, o propósito de melhorar e reestruturar as bases nada sólidas de tudo quem vem sendo maquiado.
Esse temperamento de Bolsonaro, que busca guerra em todas as situações e deixa o diálogo de lado, tem solução. E para resolver essa questão, precisa principalmente de mais escolas e universidades, onde deve ser um lugar livre e que possibilite desenvolver pessoas capacitadas para lutar por seus direitos e cumprir seus deveres como cidadão.
Claudio Oliveira - Jornalista

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