25 mar 16h14

Boneca Momo reacende debate sobre segurança de crianças na internet

Uma imagem que circula nas redes sociais identificada como MOMO, está sendo relacionada a boatos sobre morte e manipulações; eu digo boato porque não há indícios de mortes, seja do menino no Recife, da menina de São Paulo e tantos outros que circulam na rede que tenham sido induzidos pelo perfil da boneca. Mas é fato que o caso reacende a preocupação dos pais sobre a segurança das crianças na internet.
No início do tal vídeo, a boneca se apresenta: e diz que “precisa de um favor.” Afirma que “é muito fácil, criança”.
A imagem, então, cita possíveis lugares onde a criança pode adquirir algum objeto cortante, como faca ou estilete e diz para pressionar o mais forte que conseguir contra os pulsos. “Se doer, não pare. Você precisa ser bravo para a Momo”.
Por fim, uma ameaça é feita: “Se você não fizer isso, a Momo te pega enquanto você dorme”.
Alguns afirma que imagens da personagem Momo, incitando o suicídio, estariam inseridas em vídeos destinados a crianças no Youtube Kids. O You tube nega e até agora não foi apresentado o tal vídeo.
Esse caso, da boneca Momo repete traz a memória aquele caso com o suposto desafio da Baleia Azul no ano passado. A boneca Momo é apontada em correntes de internet como um espírito que envia mensagens de terror, especialmente por um número japonês de WhatsApp. As discussões sobre a boneca cresceram nas redes sociais e em canais de YouTube, o que deve ter agradado a muitos “desocupados” que se aproveitam de situações assim para colocar mais lenha na fogueira, criando outras situações, criando outros casos e assim a bola de neve vai crescendo com muita gente ajudando a inventar outras situações que não existem.

Entendeu?
Seguinte: imagina se eu crio uma notícia agora de que um vídeo secreto do Jason, aquele vilão do filme Sexta-feira 13 estaria aparecendo em celulares de crianças e adolescentes fazendo ameaças e “induzindo” elas a praticarem algum mal. Eu criei um boato, uma coisa que não existe certo?   Mas a partir da grande repercussão desse minha estória, pessoas mal intencionadas vão criar uma imagem disso e começar a agir contra crianças que possam ser facilmente influenciadas
Criminosos podem criar perfis falsos da Momo, da Baleia Azul ou do Jason para abordar crianças e adolescentes pela internet, a fim de extrair informações, extorquir e manipular.

Entendeu agora?
Esses desafios na internet vão mudando de nome, de imagem, de personagem...  alguns pegam, outros não. Os que pegam, os bandidos e desocupados se aproveitam dele.

O problema não é a Momo é o cuidado que você tem com seu filho.
Não estou falando em construir muros na sua casa, colocar cerca elétrica, câmeras de segurança e trancar bem os portões, eu estou falando em acompanhar e observar por onde seu filho tem andado nas redes sociais e o que ele tem feito. Conversar e conscientizar o seu filho sobre esses assuntos é a melhor coisa que você pode fazer.
Uma garotinha de 12 anos, filha de um amigo meu, “recebeu uma mensagem dizendo que a conhecia e sabia onde a família morava e fazia ameaças.” A garotinha ficou toda apavorada, mas eu mostrei a ela através de pesquisas na internet que aquela mensagem circulava na rede desde o início de 2018 e se propagava através de um link malicioso de uma suposta promoção.
O que fazer?
Precisamos ter uma cautela muito grande para lidar com esse tipo de tema, porque pode despertar ainda mais a curiosidade das crianças e adolescentes, que entram em um circuito e buscam um conteúdo que nem sabiam que existia.
No caso do Momo, por exemplo, o conteúdo pode ser veiculado por alguns motivos. O mais simples deles é o de “zoeira” ou brincadeira, realizado especialmente entre adolescentes, mas há também aqueles que utilizam informações disponíveis na internet (a partir de pesquisas em redes sociais) para extorquir a criança ou adolescente.
A internet é a maior praça pública do planeta. Como um espaço público, tem pessoas mal intencionadas, não é 100% adequado para uma criança. Ela pode saber mexer no celular, no tablet, no computador, mas, dependendo da idade, não tem discernimento para diferenciar o que é verdade do que é lenda urbana.
Eu repito, conversar e conscientizar o seu filho sobre esses assuntos é a melhor coisa que você pode fazer.

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