19 mar 14h42

Ex-Prefeito de Paracatu é inocentado pela justiça de acusação no Caso Eustáquio

O Ex-prefeito de Paracatu, Arquimedes Borges, foi inocentado pela justiça da acusação de ter sido o mandante da morte de ex-funcionário da Coopervap, Eustáquio Porto Botelho.
Segundo informações do processo, Eustáquio Porto Botelho, denunciou na época, um esquema de fraude milionária com adulteração do leite na Coopervap e de omissão dos diretores quanto à fiscalização do produto, e isso teria causado sua execução.
A acusação
Na época, a acusação sustentava que a Coopervap recebia a produção de leite da Coopervap, sendo que o lucro era aplicado em investimentos financeiros e, depois de 15 dias, o dinheiro era devolvido ao caixa da cooperativa sem a capitalização dos juros.
Nas investigações a polícia acusou Arquimedes como mandante do crime que aconteceu no dia 15 de setembro de 1995 e além de Arquimedes Borges, outras duas pessoas que estariam ligadas à queima de arquivo, quando três homens prepararam uma emboscada para a vítima.  Segundo a acusação, os três “capatazes” esperaram Eustáquio na entrada da cidade, na BR-040, o retiraram do carro em que estava e o executaram com três tiros. Depois, jogaram o corpo em uma chácara, a dois quilômetros de distância do local do crime, e colocaram um revólver na mão esquerda da vítima, na tentativa de simular um suicídio.
A suposta trama criminosa envolveu políticos e Eustáquio Porto Botelho chegou a denunciar o crime mas acabou sendo demitido da Coopervap. Entretanto, a vítima acionou a Justiça para retornar ao trabalho e consegui estabilidade no emprego.
As investigações se prolongaram por 19 anos até que em 2014 às vésperas da eleição em que Arquimedes Borges disputava uma vaga na Câmara dos Deputados, um delegado assumiu o caso e apresentou conclusão do inquérito com acusações contra Arquimedes, como sendo o mandante do crime que teria contratado "Moisés do São Domingos" ou "Jagunço", João Luiz Santana Simão e Eurípedes Gomes dos Santos para matar Eustáquio.
Conclusão do Caso
Na tarde desta segunda-feira (19/03) a justiça concluiu que Arquimedes Borges não foi o mandante do homicídio,  
De acordo com a Advogada de Arquimedes Borges, Dra Edna Maria Pereira de Castro, “o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em decisão de mérito de habeas corpus, concedeu a ordem para trancamento da ação penal em desfavor de Arquimedes Borges, em virtude de inúmeras ilegalidades existentes no processo, que prejudicaram, sobremaneira, o ex prefeito.”  “-O processo foi arquivado definitivamente,” afirmou Edna.
O caso continua sem solução porque as investigações e o processo não conseguem provar quem é o assassino de Eustáquio Porto Botelho.
Em entrevista ao Programa FM Repórter o Ex Prefeito voltou a negar todas as acusação e disse que o seu histórico de trabalho por Paracatu, tanto na presidência da Cooperativa quanto nos dois mandatos como Prefeito incomodaram seus adversários políticos que viram “na calúnia e difamação” uma forma de prejudicá-lo.
“-Eu nunca fiz qualquer ação para prejudicar pessoas em Paracatu, muito menos praticar um crime. O que eu fiz foi trabalhar muito pelo povo de Paracatu, seja através das várias obras na Coopervap em que trabalhei muito, seja pelas pelas melhorias da cidade nos meus dois mandatos como Prefeito. Coloquei a minha inteligência e minha disposição, além de todo o meu tempo à disposição de Paracatu, e por isso fui perseguido politicamente,” desabafou Arquimedes Borges.

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