27 fev 13h34

Noroeste de Minas ganha plano de ação para o turismo

Colocar o noroeste de Minas no mapa dos destinos turísticos do Brasil. Esse é o grande sonho de empresários e representantes de entidades que compõem o setor na região. Nessa iniciativa para desenvolver o turismo como importante atividade econômica, mais um passo foi dado na última semana, com a apresentação do diagnóstico e do plano de ação para o noroeste do estado.
O trabalho iniciado, há quase dois anos, pela Regional Noroeste do Sebrae Minas, foi apresentado pela consultora de Turismo e Marketing, Luciana Thomé, a lideranças, empresários e representantes de entidades do trade turístico das cidades de Paracatu, Unaí, Arinos e Chapada Gaúcha. Para a consultora, já existem nas cidades mapeadas diversas iniciativas voltadas para o turismo, no entanto, falta um direcionamento mais definido para alavancar o setor. “Eu percebo de fora que já existe tudo. O que a gente vai fazer nos próximos anos é orquestrar essas iniciativas para que elas, direcionadas, tragam resultados mais palpáveis, mais tangíveis, e que estimule o desenvolvimento junto com as outras ações que já estão em andamento”.
De acordo com o estudo apresentado, as cidades mapeadas têm muito potencial para desenvolver o setor nos segmentos do turismo cultural, turismo de negócios, ecoturismo, turismo de eventos, turismo industrial e agroturismo tecnológico.“O trabalho de mapeamento e diagnóstico visa o crescimento turístico nos municípios da região e alinhar papéis e oportunidades de atuação conjunta com as entidades ligadas direta e indiretamente ao setor”, explica a analista do Sebrae Minas Patrícia Rezende.
O estudo de análise do território do turismo no Noroeste, apontou os quatro municípios por eles terem atrativos significativos e uma dinâmica de turismo importante. “As três cidades, em termos de desenvolvimento do projeto do Sebrae, estão no mesmo estágio. Isso não significa que não haverá atendimentos nos outros municípios, mas em termos de turismo, essas cidades são onde realmente existem uma capacidade empresarial maior, uma vocação mais consistente e consolidada em alguns segmentos, além de uma maior vontade institucional e empresarial”, explica Luciana Thomé. Segundo ela, essas ações vão se frutificar em toda região. “Quando a gente desenvolve cidade âncora no turismo, acabamos por fomentar todo o entorno”.
A analista do Sebrae Minas Jéssica Viana destaca que os municípios precisam atuar estrategicamente com as atividades de turismo já existentes e não somente criar ações baseadas no potencial deles. “O município de Unaí, por exemplo, recebe diariamente inúmeros turistas de negócios, que consomem nos restaurantes e hotéis da cidade e ainda não são percebidos como turistas. É preciso mudar a mentalidade e trabalhar a governança junto com empresários e lideranças”, disse.
Segundo a analista Patrícia Rezende a expectativa é consolidar Paracatu, Unaí Arinos e Chapada Gaúcha nos próximos dois anos, como destinos turísticos importantes da região. “Não será o Sebrae que vai fazer tudo isso sozinho, mas sim a união de todas as entidades e interessados no tema. Nosso papel é incentivar as atividades do plano, chamando os parceiros para o desenvolvimento das ações e fortalecendo o ambiente de negócios, especialmente das pequenas empresas, que são o motor que faz o turismo girar”, finaliza.
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