15 fev 20h41

Alta tecnologia no combate ao crime em Paracatu

Equipamento israelense usado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato agora está à disposição das Forças Policiais em Paracatu

Listas de contatos, conversas pelo WhatsApp, informações das redes sociais e de e-mails, fotos e vídeos e dados de localização, além de buscas e sites visitados. Nada escapa do temido equipamento usado pelo Polícia Federal para extrair todos os dados de aparelhos celulares apreendidos na operação Lava Jato. Os investigadores podem fazer um verdadeiro “pente fino” nos aparelhos apreendidos, mesmo os bloqueados por senha ou criptografados.

O equipamento, chamado “Ufed Touch”, desenvolvido pela empresa israelense Cellebrite, foi adquirido pela Conselho Central de Politicas de Segurança Pública (CENTRALSEG), uma Associação criada em Paracatu no ano de 2017 com objetivo de apoiar os órgãos de segurança pública do município. A entrega oficial foi feita nesta quarta-feira (12/02) no Fórum de Paracatu.

Até mesmo o conteúdo que foi apagado pelo usuário ou que está “na nuvem, na cloud” é recuperado, o que aumenta a preocupação dos investigados. O equipamento detecta também todos os rastros deixados. Sim, tudo que é feito por uma pessoa em seu telefone deixa uma marca, ainda que os dados sejam apagadas. Com a geolocalização, por exemplo, é possível traçar as rotas feitas pelo usuário.

O procedimento é teoricamente simples: o agente conecta o aparelho à máquina e seleciona a extração de dados que deseja fazer. Há dezenas de cabos, inclusive para os telefones ainda analógicos. Em seguida, o conteúdo é colocado num pendrive e terá que ser analisado num computador através de um programa também desenvolvido pela empresa Israelense Cellebrite. A partir daí, é possível fazer os mais diversos cruzamentos de dados.

Após a extração dos dados, o investigador consegue fazer buscas por palavra-chave, pelas características de uma foto, o posicionamento num mapa e até mesmo comparações entre diferentes aparelhos apreendidos. É possível, por exemplo, cruzar os dados de localização dos celulares, seus contatos, as pessoas com as quais conversaram e ainda os locais onde estiveram.

O equipamento já é utilizado no Brasil a vários anos e também pode ser utilizado para retirar informações de aparelhos de vítimas de crimes, como, por exemplo, alguém que tenha sido sequestrado ou que esteja desaparecido.

O Presidente da CENTRALSEG,
Watson Wilton de Azevedo Rocha, afirmou que “o trabalho pela aquisição de equipamentos e sistemas que possam auxiliar o trabalho e suporte aos órgãos de segurança da cidade é continuo.” “-A CENTRALSEG estará sempre à disposição da Polícia Militar e do Ministério Público no combate ao crime organizado e em favor da comunidade Paracatuense.”

Com a tecnologia e todo material de apoio, aliado ao fator humano qualificado, a expectativa é diminuir os índices de criminalidade em Paracatu.

Parabéns à CentralSEG  e a todos os envolvidos!

A comunidade de bem, agradece...

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