14 jan 16h41

Ex-homem forte do governo Condé diz que foi vítima de perseguição política

O ex-Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Governo Condé, Erasmo Neiva, resolveu quebrar o silêncio e contar a sua versão sobre os motivos que o levaram ao seu pedido de exoneração no Governo Condé.

Erasmo, apesar de ser considerado o “homem forte” do governo municipal se diz vítima de “perseguição política” e atribui sua saída à articulações feitas (ou mal feitas) na Câmara de Vereadores.

Em suas palavras o ex-Secretário também afirma que irá: "abrir processo na justiça por calúnia e difamação contra o grupo de vereadores que o perseguiu", mas conforme apurou nossa reportagem (abaixo), já existe um processo contra Vereadores e Empresários da cidade, movido por Erasmo Neiva desde outubro de 2018.

O Ex-Secretário enviou nota, que transcrevemos na íntegra abaixo.

 
NOTA À IMPRENSA DE PARACATU – MINAS GERAIS
Em respeito às instituições e às pessoas em geral, venho a público informar que no dia 28 de dezembro de 2018, por volta das 14h00min comuniquei ao Excelentíssimo Senhor Prefeito de Paracatu, através de expediente apropriado, o meu desligamento do cargo de Secretário Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do município, a partir de 01 de janeiro de 2019, em caráter irrevogável e irretratável, o que o fiz motivado por insatisfação pessoal em relação a algumas decisões do governo. E para que não paire nenhuma dúvida sobre a minha decisão, deixo registrado aqui dois dos principais motivos da minha insatisfação, quais sejam:
1)    O ano de 2018 foi marcado por muita perseguição política à minha pessoa e à minha equipe de trabalho, provavelmente motivada por interesses escusos de um pequeno grupo de vereadores, liderados pelo então presidente da Câmara Ragos Oliveira que, inescrupulosamente, me fez falsas acusações, sem provas e, como se não bastasse, ainda foram à presença do prefeito “pedir a minha cabeça” como secretário, o que me causou um enorme constrangimento social, moral e familiar. Neste caso, é importante ficar registrado que abrirei processo na justiça por calúnia e difamação contra esse grupo de vereadores, razão esta que me dá a certeza de que estando fora do cargo de secretário municipal teria mais independência para agir no campo jurídico, vez que o prefeito tem ligação com esse grupo de vereadores, inclusive um deles está sendo investigado pelo MP, portanto eu teria enorme dificuldade em contribuir na discussão e implementação de ações de governo que venham a definir os destinos da nossa cidade orientado por este grupo;
 
2)    Por outro lado, muito embora não tenha a mesma relevância do primeiro, me posicionei contra as demissões de cargos de confiança supostamente ligados à vereadores que se manifestaram contrário ao prefeito na escolha do presidente da Câmara Municipal de Paracatu para o biênio 2019/2020, por entender que essa ação fere o princípio da independência entre os poderes.
Estes são, portanto, dois dos principais motivos da minha decisão de sair do governo, o que fiz, repito, em caráter irrevogável e irretratável.
Concluo afirmando a minha disponibilidade para falar com a imprensa que tenha interesse em melhores esclarecimentos a respeito da minha decisão e desta nota.
Paracatu, 14 de janeiro de 2019.
Erasmo da Silva Neiva
Economista
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