10 jan 23h01

Condé afirma que “demissão de Secretários não foi política e sim incompetência"

O arrastão nos cargos do alto escalão na Prefeitura Municipal de Paracatu anda a todo vapor. O prefeito assinou a exoneração dos Secretários Urbano de Sá, da Secretaria de Transportes, Ildeu Goulart, da Secretaria de Obras e Alberto Mendes Costa, da Agricultura. Além desses, foram dispensados também diretores e chefes de divisão, cargos comissionados ocupados por pessoas indicadas pelos Vereadores da base do governo que votaram contra a vontade do Prefeito na eleição para a Presidência da Câmara.
A crise política começou ainda no final de 2018 na eleição da presidência da Câmara. Na ocasião, o prefeito não teria gostado do resultado e se sentiu traído após vitória da chapa encabeçada pelo vereador Wilson Martins (PSB). As demissões seriam uma represaria aos agora ex companheiros políticos.
Em uma coletiva de imprensa, ocorrida na tarde de terça-feira (08/01), o prefeito Olavo Condé (PSDB), tentou amenizar a crise afirmando que as demissões foram por “incompetência” e que – segundo o Prefeito, coincidentemente – “as reclamações sobre o trabalho dos demitidos já vinham acontecendo a muito tempo.”
Questionado sobre a interferência do executivo na eleição da câmara, o prefeito disse que “o secretariado passou por uma análise, e avaliação nos dois últimos anos de trabalho e os demitidos deixaram a desejar.”
Apesar da negativa de que as mudanças teriam motivações políticas, o Prefeito deixou escapar em sua fala que estaria “retomando” o comando das Secretarias mais importantes do governo visando as eleições de 2020,  “-Vamos fazer um bom trabalho nesses dois últimos anos e é claro que tem que mexer em algum ponto, porque as secretarias de Agricultura, Transporte e Obras são secretarias importantes e no nosso primeiro mandato, essas três secretarias foi a chave do nosso mandato e a chave da nossa reeleição. Por esse motivo, estamos retomando essas três secretarias para realmente fazer um bom trabalho,” afirmou Condé
Sobre a “coincidência” de que os exonerados foram apenas aqueles indicados por Vereadores que não votaram da forma que o Governo determinou nas eleições na Câmara, Olavo Condé disse que “É claro que cada vereador que vota de acordo com aquilo que a gente pede tem os seus indicados e hoje nós temos sete na Câmara, mas nada impede de negociarmos com os outros e conseguirmos mais dois ou três,” finalizou Condé, deixando claro que poderá voltar a comandar a Câmara de Vereadores antes mesmo do fim do recesso parlamentar.  
 

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