29 jan 2017 17h17

Ação do Governo de Minas beneficiará 12 mil agricultores familiares

A atuação conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) com o Governo Federal vai garantir melhores condições de vida a 12 mil famílias de agricultores, em 476 municípios mineiros.
Os produtores rurais serão beneficiados pelo programa Brasil Sem Miséria (BSM), realizado em Minas Gerais por meio de um acordo de cooperação técnica entre o Governo do Estado e o Governo Federal.
Destinado a agricultores familiares em situação de extrema pobreza, ou seja, com renda per capta de até R$ 85 por mês, e que estejam incluídos no Cadastro Único do Governo Federal, o Brasil Sem Miséria fornece aos beneficiários o valor de R$ 2,4 mil a fundo perdido para investimento em um projeto produtivo.
Os extensionistas da Emater ajudam as famílias a elaborar os projetos para receber os recursos, dão assistência técnica na implantação da atividade e orientações sobre a comercialização. Já os técnicos da Seda executam o termo de cooperação e fiscalizam o programa.
Na pequena comunidade de Itambacuri, no Território Mucuri, Maria da Penha Nascimento, 43 anos, pôde reformar sua antiga fábrica de farinha com a verba recebida pelo programa. “O espaço estava muito ruim, quase não conseguia produzir farinha de mandioca, que é minha principal fonte de renda”, conta.
Para participar do BSM, Maria da Penha recebeu a visita de um técnico da Emater-MG, que montou o projeto de reforma da fábrica. Com a liberação do dinheiro, a estrutura foi totalmente reformada. “Agora eu gasto menos e produzo mais. Consigo vender uma média de seis sacos de farinha por mês, antes não chegava a isso. Foi muito bom pra mim”, diz.
Segundo o coordenador estadual e gestor do programa Brasil Sem Miséria da Emater-MG, Thiago Carvalho, entre 2012 e 2015 já foram atendidas cerca de 8 mil famílias.
“O objetivo agora é atender 12 mil famílias até 2018. Já temos 2.500 famílias selecionadas, com os diagnósticos feitos pelos técnicos da Emater e com projeto produtivo estruturado, esperando apenas a liberação da primeira parcela”, ressalta Carvalho.
Primeiro, a família recebe uma parcela de R$ 1,4 mil e depois o restante do valor (R$ 1 mil). Os territórios Norte, Caparaó, Mata e Alto Jequitinhonha são os que terão mais pessoas contempladas nesta etapa (vide quadro abaixo). As atividades mais procuradas pelos beneficiários são avicultura, horticultura e fruticultura.
“O mais importante é que a atual gestão tem buscado a integração dessas famílias nas diversas políticas públicas, nas esferas municipal, estadual, federal. A família beneficiada pelo programa é também encaminhada, por exemplo, para ter acesso a linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar  (Pronaf), para fornecer para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), para vender em feiras livres, entre outras ações” Thiago Carvalho, da Emater-MG
Apesar de o foco do programa ser a agricultura familiar, os projetos são em áreas diversas e não precisam ser necessariamente ligados à agropecuária. Em Glaucilândia, no Território Norte, por exemplo, um grupo de cinco pessoas se uniu para montar uma biscoitaria, que hoje funciona no Centro Comunitário da cidade. 
“A Emater montou o projeto do negócio coletivo, e nós cinco fomos beneficiários do programa. Usamos o dinheiro para comprar os equipamentos. Também fizemos muitos cursos, conseguidos pela Emater, para aprender a fazer os produtos com qualidade e higiene”, conta Rita de Cássia Souza, 44 anos, que lidera o grupo.
O negócio deu tão certo que a biscoitaria, em funcionamento desde 2015, vai ser transferida para um espaço maior. Os produtos – biscoitos, roscas e bolos – são vendidos no próprio Centro Comunitário e também de porta em porta na cidade.
“Antes eu tinha a verba do Bolsa Família e era diarista. Minha vida mudou com a fábrica, aprendi muita coisa. Cada um de nós consegue tirar mais ou menos 200 reais mensais com os biscoitos, o que já me ajuda demais”, relata Rita.
Seu sobrinho, Jânio Gonçalves, 29 anos, conta que teve sua vida transformada. “Eu não tinha fonte de renda, pois tenho problemas de saúde e não conseguia emprego. Aqui, trabalho como todo mundo e tenho meu dinheirinho garantido no final do mês”, comemora.
Fonte: SEGOV MG
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