15 set 2015 13h20

Por que mesmo durante a crise, empregados e empregadores tem investindo em qualificação?

Uma conversa com um empresário do comércio de Paracatu hoje de manhã me despertou para uma realidade que tem afetado muito nosso dia a dia e despertado

O fato é que muito tem se falado sobre a necessidade de qualificação para o mercado de trabalho. Do pontos de vista do trabalhador, este quer se qualificar, do lado do empresário, quer profissionais qualificados para melhorar os resultados finais das empresas. Mas é preciso abrir os olhos e principalmente a mentalidade para o fato de que qualificação profissional hoje em dia é muito mais do que um curso de informática ou um ensino técnico.

A boa notícia é que cada vez mais certos de que a produtividade compensa, muitos empresários têm apostado no treinamento de seus quadros como forma de capacitá-los para enfrentar novos desafios e situações que fogem a rotina, as chamadas decisões não programadas.

Os recursos aplicados na formação e capacitação, eu digo os “financeiros” crescem a cada ano e em todos os portes de empresas. Desde aquelas simples, mas práticas, tradicionais palestras motivacionais até cursos de especialização e incentivos a programas de pós-graduação desenvolvidos para vendedores, gerentes, supervisores, técnicos e executivos de qualquer nível da empresa.

Pra embasar este artigo eu procurei números sobre o assunto e vi que a Volkswagen por exemplo, mesmo em período de crise, estará investindo até o final do ano, mais de R$ 3 milhões de reais para a capacitação de funcionários, visando é claro, lógico e evidente, o aumento da produtividade.

Outro que encontrei, foi o Banco Itaú, que declarou destinar R$ 25 milhões por ano no aprimoramento dos seus mais de 30 mil funcionários.

Todas essas iniciativas visam atingir mudanças de postura e desempenho dos funcionários, preparando-os para o cenário de competitividade, para aumentar sua produtividade, aliás, o que eu sempre digo aos meus alunos é que um bom técnico você até encontra, mas alguns valores vem de berço, vem da formação, vem da conduta, da personalidade. Então, quando uma empresa encontra essas características juntas, quer mais é investir para garantir.

É consenso entre qualquer empresário ou gerente de recursos humanos que hoje em dia, o capital humano produzido pela educação profissional ou básica é fundamental para o desenvolvimento econômico de uma empresa, de uma cidade, de um país. Isso porque o progresso tecnológico e o crescimento da concorrência tem crescido e determinado um patamar mínimo, assim também como o diferencial de renda em função da educação formal vem diminuindo nos níveis mais baixos e aumentando nos níveis mais altos de escolaridade. Entendeu?

Resumindo: O mercado vem gradativamente precisando e premiando a formação profissional.

Portanto, prezados ouvintes, empregados e empregadores, deveria ser meta principal das empresas elevar a condição de escolaridade de seus funcionários na busca por melhores condições de competitividade e qualidade de vida.

A empresa que não cobrar e não apostar na educação como ponto de partida de uma mudança organizacional, tem limitada a sua possibilidade de crescimento.  É questão de sobrevivência!

Na conversa desta manhã eu perguntei para o meu amigo empresário, que deve estar nos ouvindo agora, como estava a escolaridade, a formação dos seus funcionários, se havia algum projeto nesta área? A resposta foi: "Mas pra o meu tipo de serviço, não precisa estudar muito". Será?

No meu entender, até pra apertar um parafuso ou bater um prego é preciso de estudo. Pra dar pressão certa no parafuso, bater o prego na posição correta, evitar acidentes, economizar material, prever uma reutilização, conferir se a medida do parafuso está certa, se a chave de fenda é adequada e melhorar a forma de bater pregos e apertar parafusos...  Se conseguir aumentar a produtividade em 10% por dia, já vai ser um valor significativo no final do mês.

Educar é colher resultados para sempre...


 


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