12 dez 2012 16h18

Fazendeiro de Paracatu terá que pagar mais indenização por trabalho escravo

A justiça mineira condenou fazendeiro de Paracatu por trabalho escravoA situação foi constatada por Auditores Fiscais do Trabalho em 2011. Eram treze empregados, que vieram do norte de minas e somente quando chegaram aqui é que ficaram sabendo da precariedade da “casa”.

A casa não tinha energia elétrica ou água encanada, sem armários ou camas, só colchões velhos e espumas finas. Uma das paredes foi improvisada com telhas de zinco. Insetos e cobras entravam no ambiente pelas fendas na parede. Quando chovia, o chão ficava inundado e os trabalhadores eram obrigados a dormir sentados.

A fiscalização apurou que os trabalhadores tinham de usar o mato como banheiro, bebiam água de um córrego que também era usado por bois e vacas e tomavam banho em uma espécie de tanque destinado à passagem do gado. A água utilizada para cozinhar era retirada de uma cisterna aberta, onde existiam sapos. Os empregados ainda cumpriam jornada excessiva, trabalhando sem equipamentos de proteção individual.

Depois de mais de um século da abolição da escravatura nos deparamos com casos assim, a falta de humanidade e civilização, e não muito longe do conforto da cidade, a fazenda fica localizada a menos de 30 km de Paracatu, com mais 800 hectares e além de outras propriedades do mesmo fazendeiro.

No meio deste ano o caso já havida sido julgado, mas por uma intervenção do MPT (Ministério Publico do Trabalho) o desembargador modificou sua decisão, condenando o fazendeiro a pagar R$390.000,00 de indenização por danos morais coletivos, além do aumento de R$30.000,00 para R$40.000,00 a cada um dos trabalhadores, onde parte da indenização por danos morais coletivo serão destinados aos órgãos e entidades que têm por fim o combate do trabalho escravo.

Texto: Raniele Salomé
Informações: TRT3
Imagem de um dos trabalhadores

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