15 out 2012 20h23

Quando a amizade é sincera

"O amigo ama sempre e com ele não há tempo ruim;
mesmo quando há problemas, ele é sempre um ombro amigo".
(Pv 17.17)

Homem nenhum é uma ilha, e viver sem uma teia de relacionamentos é padecer antecipadamente as agruras do inferno. É por meio da convivência que, através do processo mimético, me defino como ser de cultura e, também, me humanizo. Dito de outro modo, não há vida humana para quem pensa que pode viver isolado dos outros, fechado no seu pequeno mundo.

Mas, essa convivência nem sempre é boa e repleta de alegrias, uma vez que o outro também me limita, tolhe a minha liberdade e, às vezes, me prejudica gratuitamente, apenas movido de inveja e maldade. Por isso que Jean-Paul Sartre, o famoso filósofo existencialista francês, fez tanto sucesso ao cunhar a frase "o inferno são os outros". No entanto, o que seria de nós se não fossem os nossos amigos?

No quesito amizade, a gente nem precisa exagerar tanto, desejando ter um milhão de amigos, como diz a canção do Roberto. Aliás, se formos contar direitinho, os amigos verdadeiros não preenchem nem mesmo os dedos de uma de nossas mãos. É ou não é verdade? Me refiro aqui aos amigos de primeira hora, àqueles que são capazes de mover céus e terra para nos ajudar quando precisamos, que se alegram quando estamos felizes e que choram e nos consolam quando sofremos.

Esse modelo de amigo está, muitas vezes, acima dos nossos próprios irmãos: jamais nos abandona, não entra em disputas frívolas conosco, nos apóia quando dele precisamos, e está do nosso lado, oferecendo o seu ombro fraterno, mesmo quando estamos errados. Sim, porque um amigo que só está do nosso lado quando estamos certos, ele pode ser tudo, menos amigo de verdade.

O verdadeiro amigo pode até nos advertir, nos xingar quando estivermos a sós, mas, irá nos defender diante dos outros, buscando compreender a razão que nos levou ao erro.

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