21 mai 2010 16h27

Solidariedade a Bento XVI

Importante e atual pronunciamento fez a CNBB, ao final de sua 48ª Assembléia Geral, realizada em Brasília de 04 a 13 de maio corrente, dirigido aos sacerdotes.

Nossos queridos padres sempre são objeto da nossa maior consideração e respeito e merecedores de nosso carinho e reconhecimento. Nós os vemos incansavelmente empenhados em seu labor diário, às vezes enfrentando situações desafiadoras, mas corajosamente dedicados e comprometidos. Entregam-se totalmente à construção do reino de Deus e se identificam com o povo fiel, especialmente com os pequenos, humildes e despossuídos, pelos quais vivem sua opção preferencial, mas sem excluir ninguém. Somos todos tributários de seus trabalhos na evangelização.

No entanto, não deixam de ser humanos. Estão sujeitos, portanto, às fraquezas e a todo pecado de nossa pobre natureza decaída, mas amparada e santificada pela graça divina. No presente, todos nós acompanhamos, com profunda dor, perplexidade e humilhação, o noticiário da grande mídia, denunciando inúmeros casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes praticado por padres e religiosos, suscitando a mais justa indignação. São crimes nefandos que maculam a própria Igreja.

Diante dessa vergonhosa realidade, corajosamente, o Santo Padre Bento XVI, reconhecendo esses graves erros de membros da Igreja, pediu publicamente perdão por eles. A Carta Pastoral que ele enviou aos católicos da Irlanda é o mais vivo testemunho da reação da Igreja e serve de advertência ao clero do mundo inteiro. Bento XVI bateu duro. Condenou firmemente esses escândalos e afirmou que os envolvidos devem ser julgados por tribunais civis. Mas o Santo Padre indicou também os horizontes da misericórdia de Deus, a única instância capaz de levar o réu a superar seus traumas e fracassos.

Tendenciosamente, alguns meios de comunicação, a partir desses episódios, têm procurado motivos para atingir indiretamente o Santo Padre. Lamento profundamente esse “desserviço” de uma imprensa “parcial” que acaba desmerecendo o reconhecimento da sociedade. A divulgação desses crimes – sob todo ponto de vista condenáveis – se transformou numa campanha difamatória contra a Igreja Católica e contra a pessoa do Santo Padre. São acusações sem consistência e caluniosas.

Querem impingir ao Papa a acusação de ter ele encoberto casos de pedofilia, de ter sido descuidado diante dessa prática abominável ou de não ter agido corretamente no desempenho de seu ofício de Arcebispo, na Alemanha.

Muito ao contrário, mesmo quando ainda Arcebispo, o atual Papa Bento XVI foi notoriamente reconhecido por suas atitudes sempre firmes e intransigentes em relação a esse assunto, como o comprovam as declarações de pessoas que com ele trabalharam e os manifestos depoimentos dos próprios envolvidos. Repito: são falsas e caluniosas tais acusações. A anticlericais preconceituosos nunca faltam pretextos, ainda que falaciosos, para “atirar pedras”.

Por isso, nesse momento de dor e sofrimento da Igreja Católica e do próprio Papa, manifesto minha irrestrita solidariedade ao Santo Padre Bento XVI, unindo-me a tantas manifestações que de todas as partes do mundo estão sendo dirigidas ao Papa, em sinal de apreço, de reverência e fidelidade. Lamento e reprovo, mais uma vez, a infame campanha difamatória contra a inequívoca integridade do Sumo Pontífice, elevando aos céus preces confiantes para que Deus abençoe, proteja e fortaleça nosso querido Bento XVI.

A ele meus aplausos pela oportuna e esclarecedora Carta à Igreja na Irlanda, na qual expõe clara, justa e exigente orientação sobre essa questão. Deus guarde Sua Santidade!
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