28 fev 2009 18h41

Simplesmente Mulher!


Hoje, as mulheres são a maioria da população brasileira. Estão em todos os lugares e desempenham variados papéis. Como os homens, trabalham no campo ou nas fábricas, nas escolas e nos hospitais, em escritórios e órgãos públicos, são comerciantes, ou industriais,empregadas ou empresárias. Além disso, dentro de casa, são esposas e mães, assumindo muitas vezes uma parte maior na responsabilidade de orientação dos filhos. Como dizem, ser mãe é ter dupla jornada de trabalho: dentro e fora do lar.

Muitas mulheres se destacaram na história devido à sua coragem e determinação. Desafiaram o tempo e as pessoas para que a geração futura de mulheres usufruísse dos direitos conquistados.

E nesta edição teremos, na VITRINE, as mulheres que, no passado, lutaram muito sem a pretensão de serem reconhecidas. Fizeram em nome de um sentimento: AMOR
Heroínas, artistas, religiosas, donas-de-casa. Em cada mulher, um pouco de tudo isso e muito mais.

A libertária

Heroína brasileira, nasceu em Morrinhos, SC, então município de Laguna, em 30 de agosto de 1821, filha de Bento Ribeiro de Silva e Maria Antônia de Jesus Antunes. Faleceu na Itália no dia 4 de agosto de 1849. Embora os pais de Anita fossem pobres, deram-lhe excelente educação. Casou-se em Laguna no ano de 1835 com Manuel Duarte de Aguiar. Quando surgiu a Revolução Farroupilha, deixou o seu marido e ligou-se a Giuseppe Garibaldi que a unira ao movimento. Deu o seu primeiro tiro de canhão, na Batalha de Laguna.

Devido a oposição dos pais, Garibaldi raptou-a, indo regularizar o casamento em 26 de março de 1842, no Uruguai. Tornou-se uma companheira destemida do esposo, participando em seus combates, lutou pela unificação e libertação de Itália. Mais tarde, viu-se sitiada pelas forças legalistas, conseguindo fugir.

Nasceu o seu primeiro filho, no dia 16 de setembro de 1840. Em 1847, Anita seguiu para a Itália levando seus três filhos. Reuniu-se a Garibaldi pouco depois em Nice. Tomou parte dos combates de Roma; os amotinadores foram obrigados a se retirarem em barcos de pesca, os quais a maior parte caiu em poder dos austríacos. Porém, o que conduzia o casal encalhou numa praia. Anita e Giuseppe, com alguns companheiros, abrigaram-se numa propriedade rural nas proximidades de Ravena.

Anita teve o seu estado sensivelmente agravado pela febre tifóide, durante os combates em Roma, vindo a falecer antes de completar trinta anos de idade. Em sua memória, ergueram vários monumentos no Brasil e na Itália. Seu nome de solteira: Ana Maria de Jesus Ribeiro.

A artista

Francisca Edwiges Neves Gonzaga era filha de um militar e uma mulata. Ganhou um piano de seu pai, aos 9 anos, e compôs a sua primeira música aos 11 anos.
Casou-se com o oficial da Marinha Mercante, aos 13 anos. Aos 16, nasceu o primeiro filho, e um ano depois a segunda filha.

Foi seduzida pela música, decidiu separar-se do marido, o que provocou o rompimento das relações com o seu pai.

Chiquinha passou a viver com João Baptista de Carvalho, um bon-vivant com quem teve a filha Alice Maria. Em 1876, o casal decidiu mudar-se para o interior de Minas Gerais. Ao surpreender o amado com outra mulher, Chiquinha deixou-o, com a filha, que ainda não havia completado um ano, e partiu de vez para a carreira artística, compondo e dando aulas para se sustentar.

O flautista Antônio da Silva Calado a introduziu nas rodas de chorões do Rio de Janeiro. Num desses encontros de músicos, em 1877, ela compôs, de improviso, a polca "Atraente", seu primeiro sucesso. Depois musicou operetas e dirigiu concertos, tornando-se a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.

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A guerreira

Joana d’Arc foi uma das mulheres mais fortes e guerreiras que o mundo já conheceu. Nasceu em 1412, no vilarejo de Domrémy, França. Pertencia a uma família de camponeses, foi educada para ser uma boa esposa. Para isso, aprendia as prendas domésticas. Fora isso, não recebera outro tipo de educação, era praticamente analfabeta.

Ao completar 13 anos a jovem passou a ouvir vozes sagradas: São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida. A primeira orientação das vozes à Joana foi de que a menina deveria permanecer virgem para obter a salvação de sua alma.

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A política

Maria Eva Duarte nasceu em Los Toldos, província de Buenos Aires, em 1919. Ela, sua mãe - Juana Ibarguren - e seus quatro irmãos formavam a família irregular de Juan Duarte, que morreu quando Evita tinha seis ou sete anos. Nessa época, mudaram-se para Junín, onde Eva permaneceu até 1935.

Mas seu destino era outro. Em janeiro de 1944, Eva Duarte conhece o coronel Juan Domingo Perón num festival. No mês seguinte, já estavam morando juntos e, dois anos mais, tarde regularizariam a relação.

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A religiosa

Irmã Dulce, ao nascer, recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, era filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes. Aos 13 anos, depois de visitar áreas carentes, acompanhada por uma tia, ela começou a manifestar o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Com o consentimento da família e o apoio da irmã Dulcinha, foi transformando a casa da família num centro de atendimento a pessoas necessitadas.

Em 8 de fevereiro de 1933, logo após se formar professora, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 15 de agosto de 1934, aos 20 anos de idade, foi ordenada freira, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.

Sua primeira missão como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, na Cidade Baixa, em Salvador, região onde também dava assistência às comunidades pobres e onde viria a concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce.

Em 1936, ela fundou a União Operária São Francisco. No ano seguinte, junto com Frei Hildebrando Kruthaup, abriu o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações.

Em maio de 1939, irmã Dulce inaugurou o Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e seus filhos. No mesmo ano, por necessidade, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas. Mas foi expulsa do lugar e teve que peregrinar durante uma década, instalando os doentes em vários lugares, até transformar em albergue o galinheiro do Convento Santo Antônio quemais tarde, deu origem ao Hospital Santo Antônio, centro de um complexo médico, social e educacional que continua atendendo os pobres.

Considerada um "Anjo bom" pelo povo baiano, recebeu também o apoio de pessoas de outros estados brasileiros e de personalidades internacionais. Mesmo com a saúde frágil, ela construiu e manteve uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país.

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Parabéns às mulheres, como Anita Garibaldi, Chiquinha Gonzaga, Joana D’arc, Evita Perón, Irmã Dulce e Alice Martins que, muitas vezes choram, limpam a face, erguem a cabeça e vão à luta. Com elas, estão a força e a determinação. A vontade de acertar mesmo quando se erra. Tudo por uma só razão: a de amar demais!

Todas as mulheres trazem dentro de si, a guerreira, a religiosa a artista e a dona-de- casa, a mãe. Todas elas escrevem sua história. Ou para si ou para o mundo. Muitas vezes são hostilizadas e desacreditadas. Porém, o desânimo dos outros é algo que não as desanima.

Como diz o escritor Luís Fernando Veríssimo, “As mulheres não são humanas. São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.”



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* LEIA ESTA E OUTRAS MATÉRIA COMPLETAS NA REVISTA VITRINE DE MARÇO *
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