13 dez 2008 22h07

Cuidado para que "seu filho" não seja vítima do Orkut

Essa semana uma criança de 9 anos foi encontrada morta, estrangulada e com sinais de violência sexual dentro de uma mala na Rodoviária de Curitiba. Um Absurdo! Um Horror!

Mas o que isso tem a ver com nosso programa. Você esperaria ver isso na parte policial, não é mesmo. Isso, se não houvesse indícios de que o Criminoso conheceu a menina Rachel Genofre pela Internet, através de comunidades do Orkut. E se não soubéssemos que só em Paracatu temos mais de 2000 páginas de crianças menores de 12 anos. Basta pesquisar pra confirmar...

Cerca de 25% dos 33 milhões de usuários da internet no Brasil está na faixa dos 12 aos 19 anos. E o lar é o principal local de uso da web por esses adolescentes. Por isso, pai e mãe precisam conhecer e saber mais para proteger os filhos de perigos como assédio sexual e pedofilia.

Com esta realidade ganha importância o papel dos pais no cuidado com os tipos de conteúdo acessados pelos jovens. Antes mesmo de definir quais regras aplicar para evitar que as crianças exagerem na navegação e acabem expostos aos riscos virtuais, é preciso responder uma questão essencial: você realmente sabe o que seu filho vê e faz na Internet?"

As crianças e os adolescentes devem entender que no meio online, assim como nas ruas, existem diversas armadilhas à segurança. Mas antes disso, os pais precisam saber.

Já falamos aqui diversas vezes sobre esse problema dos tempos modernos; mas ainda vemos muitos absurdos acontecerem. Esta semana mesmo um pai de família em nossa cidade teve que ser medicado depois que viu que seu filho de apenas 10 anos estava mantendo contatos com desconhecidos via internet e seguindo diversos ensinamentos daqueles que se diziam seus “amiguinhos”. Entre as “brincadeiras”, estava “tirar foto pelado e enviar para o e-mail do outro” “Além de: quem consegue pegar mais cartões de crédito dos pais sem ser pego. “

Manter o computador em uma área de circulação da casa, como a sala ao invés do quarto é um bom começo. Além de evitar que seu filho passe horas isolado, permite que os pais se aproximem da criança com mais facilidade e compartilhem com ela informações sobre os tipos de sites e bate-papos acessados sem que isso seja entendido como invasão de privacidade; mas e quando os pais são omissos?

Vejam os absurdos que desencadearam esta situação em Curitiba:

- Um dos amigos virtuais da menina Rachel relatava suas experiências sexuais com filhas das empregadas, primas, sobrinhas...
- No perfil da própria Rachel podemos observar que ela expõe sua vida e de sua família por completo, dando detalhe de seu dia-a-dia, e-mail, escola e muito mais.
- Dentre as comunidades da criança estava uma intitulada: “Sou gostosa e sei disso”.

Agora convenhamos, será que uma criança de 9 anos, que tem Orkut desde os 7 anos, sabe o que está fazendo?

Srs Pais, se querem evitar desde simples problemas até grandes tragédias dentro de suas casas, debaixo do seu nariz. Então cuide para que o computador não se torne uma arma.

Os pais devem dar exemplo. Da mesma forma que os pais esperam que seus filhos não escondam o que fazem no computador, a recíproca também é válida. Apresente para o seu filho sites interessantes e não deixe de responder quando questionado sobre o que está fazendo na web – seja uma atividade de trabalho, uma simples busca no Google.

E por fim, tenha consciência de que não são apenas as crianças que têm o que aprender nessa situação. Com a velocidade das mudanças tecnológicas e a facilidade que as crianças possuem para captar novos conhecimentos, os adultos têm muito a aprender com os mais jovens sobre o uso da internet.


* Glauber César é Consultor de Informática de Professor na Multi Tech Informática
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