10 dez 2010 14h07

Agora é Oficial! Conselho do IPHAN aprova tombamento de Paracatu

Na manhã desta sexta-feira 10 de dezembro, o Conselho Consultivo do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) apresentou várias proposta de tombamentos federais, entre elas, o Núcleo Histórico de Paracatu, que foi aprovado por unanimidade pelos 22 Conselheiros presentes.

O centro Histórico de Paracatu, no noroeste de Minas, foi tombado nesta sexta-feira (10) como patrimônio cultural brasileiro pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. De acordo com Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a cidade mantém seu centro histórico praticamente intacto.

O arraial que originou Paracatu começou a surgir provavelmente entre 1690 e 1710, segundo o Iphan. A mineração também marcou a história da cidade. Em Paracatu, foram encontradas as últimas jazidas do ciclo do ouro.

A exploração aurífera na cidade, chamada de “Princesa do Sertão”, terminou por volta de 1820, de acordo com o instituto. Após este período, Paracatu viveu um processo de estagnação econômica que durou até a construção de Brasília, nos anos 60, do século passado.

Paracatu também se destacou por sua localização estratégica. A cidade, segundo o Iphan, era ponto de convergência de vários caminhos. Ligava Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro as “minas gerais” e ao interior do país.

A proposta de inclusão de Paracatu na lista do Patrimônio Cultural Brasileiro foi feita pelo Iphan. Para Leonardo Barreto de Oliveira, superintendente do órgão em Minas, "o tombamento de Paracatu teve destaque para o seu valor histórico, seu conjunto arquitetônico e pela formação e integração do centro-oeste brasileiro, no final do ciclo do ouro".

Conjunto Histórico do Município de Paracatu - MG

O ouro foi uma mola propulsora no processo de penetração e de ocupação do interior do Brasil um século e meio depois do início da colonização lusitana. Entre os fatores que impulsionaram o povoamento do interior da colônia estão a mineração e a pecuária. Em uma terra de proporções gigantescas e de ocupação dispersa, como ocorria no Brasil nos primeiros dois séculos de ocupação, os transportes e as comunicações eram um desafio a vencer.

Nesse sentido, o sítio de Paracatu se destaca em função de sua localização estratégica pois era ponto de convergência dos diversos caminhos que ligavam o litoral, as minas gerais e o os sertões. Era o caminho de ligação entre os primeiros achados de ouro em Minas e, mais tarde, nas terras de Goiás. Paracatu também atuou como pouso de tropeiros buscavam o ouro nas cidades goianas como Vila Boa de Goyaz Luziânia, Pirenópolis, Corumbá, Jaraguá, Pilar de Goiás.

Os levantamentos, feitos pelo Iphan em parceria com a Secretaria de Cultura do município, catalogaram 230 casas na área, já inscrita provisoriamente no livro do tombo, para evitar danos no período de julgamento. A importância de Paracatu está diretamente ligada à era do ouro, o grande propulsor no processo de ocupação do interior do Brasil, um século e meio depois do início da colonização portuguesa.

O levantamento dos bens culturais começou em meados de 2009 e, em outubro deste ano, na época do aniversário da cidade, o Iphan apresentou o dossiê. A secretária Municipal de Cultura, Marina Cunha, conta que está ansiosa pela última fase do processo. “Com o tombamento, espero mais consciência da comunidade. A cidade está sendo conhecida e reconhecida nacionalmente. O crédito para incentivar a restauração dos imóveis, pois muitos moradores não têm dinheiro para arcar com essa despesa, será facilitado, além da possibilidade de entrar no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas”, diz.

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