2 nov 16h47

Pioneiros da telefonia de Paracatu, a história da Cotepasa

Por Carlos Lima

A trajetória da telefonia passou certamente por muitas torres e incontáveis fios até alcançar algumas centenas de domicílios e estabelecimentos comerciais e industriais décadas atrás. Parte dessa história é registrada com a presença de uma empresa genuinamente local, a COTEPASA ou Companhia Telefônica de Paracatu S. A lá em outubro de 1960.

Localizada em endereço privilegiado no centro da cidade, no entroncamento da Av. Deputado Quintino Vargas com a Praça Juquita Vargas, nº 235, a COTEPASA fora fundada pelos esforços e o entusiasmo de um grupo de empresários locais, que mais precisamente na data de sua inauguração em 26 de junho de 1962, conquistava a marca de 200 clientes no serviço de telefonia fixa.
Entre os seus usuários, estava a Prefeitura Municipal de Paracatu, que naquele ano de 1962 localizava-se na Rua Rio Grande do Sul, conforme aponta a fatura de nº 174 criteriosamente conservada e descoberta por meio de laboriosa pesquisa junto aos fundos documentais do Arquivo Público Municipal.
Detalhes do histórico documento fiscal ainda despertam a curiosidade alheia pelo fato de destacar, dentre outros aspectos, o quantitativo de apenas 3 dígitos da telefonia daquela época, a necessidade de apresentar o comprovante de pagamento no escritório da prestadora do serviço e a cobrança referente à quota de Previdência, conforme previsão legal.
Anos mais tarde, em 20 de agosto de 1975, a Telefônica Paracatu era incorporada pela Telebrasília ( Telecomunicações de Brasília S.A), com a oferta dos serviços urbano e interurbano, e em 27 de julho de 1977, introduzem-se os nostálgicos e indispensáveis sistemas de DDD (Discagem Direta à Distância) e DDI (Discagem Direta Internacional), de forma que meses depois, contabilizavam-se, dentre outros dispositivos, 693 aparelhos telefônicos, conforme registra MELLO (1978).
A memória da telefonia local, assim como de outros ramos de negócio, reforçam sobremaneira a vocação e o perfil empreendedor do povo paracatuense, favorecidos inclusive pela distância em relação aos grandes centros urbanos e pelo considerável isolamento de Paracatu em tempos pretéritos.
 
Imagens:

  • Escritório da Companhia Telefônica de Paracatu e veículo da Telebrasília à frente: Certamente, no período da incorporação daquela companhia local por esta última prestadora

  • Página extraída do catálogo telefônico de 1962 da Cotepasa: Orientações de como utilizar o telefone

  • Fatura da linha nº 224 da Prefeitura Paracatu

  • Anúncio publicado pela Companhia Telefônica de Paracatu em 1976





 
(*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projeto e é conservador e restaurador de documentos. Elaborou este artigo a partir de suas pesquisas nos fundos documentais do Arquivo Público de Paracatu – MG.
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