4 set 2010 16h14

Dilma e Anastasia Sobem; Serra e Hélio Costa descem

A vantagem de Hélio Costa (PMDB) sobre Antonio Anastasia (PSDB) na disputa pelo governo de Minas Gerais, que era de 26 pontos no início de agosto, agora é de apenas cinco pontos percentuais, mostra o Datafolha.

Segundo pesquisa realizada nos dias 31/8 e 1º/9, Costa tem hoje 40% das intenções de voto, e Anastasia, 35%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

No levantamento anterior, de 23 e 24 de agosto, Hélio Costa aparecia com 43%, e Antonio Anastasia, com 29%. Dez dias antes, quando o horário eleitoral na TV ainda não havia começado, Costa tinha 43%, e Anastasia, 17%.

O candidato Pepê, do PCO, foi citado, mas não alcançou 1%. Os demais candidatos --Zé Fernando Aparecido (PV), Professor Luiz Carlos (PSOL), Vanessa Portugal (PSTU), Fabinho (PCB) e Edilson Nascimento (PT do B)-- tiveram 1% cada um.

Brancos e nulos somam 4%, e 15% dos entrevistados não sabem em quem votar.

Segundo Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, "a pesquisa mostra que há forte influência do ex-governador Aécio Neves (PSDB) no crescimento de Anastasia".
No início de agosto, antes do horário eleitoral, 23% dos eleitores de Aécio para o Senado declaravam o voto em Anastasia. Agora o índice alcançou 46%.

SENADO MG

Na disputa pelas duas vagas ao Senado por Minas, Aécio caiu de 70% das intenções de voto para 64%. O ex-presidente Itamar Franco (PPS) mantém os mesmos 44% da pesquisa anterior.

Fernando Pimentel (PT), ex-prefeito de Belo Horizonte, continua crescendo desde o início do horário eleitoral e passou de 25% para 30%.

Dilma tem 50% e Serra 28%, aponta Datafolha

Pesquisa Datafolha realizada ontem e anteontem em todo o país mostra estabilidade no quadro eleitoral: Dilma Rousseff (PT) oscilou de 49% para 50% em uma semana, e José Serra, que estava com 29%, tem 28%. Marina Silva (PV) está com 10%, contra 9% da semana anterior.

É a primeira vez desde o início do horário eleitoral que não há grandes mudanças no quadro da disputa presidencial. As pequenas oscilações foram todas dentro da margem de erro (de dois pontos percentuais).

Os que pretendem votar em branco, nulo ou nenhum são 4%. E 7% estão indecisos. Candidatos de partidos pequenos não chegam a 1%.

Em capitais e regiões metropolitanas ocorre o melhor desempenho de Marina Silva. Ela chega a 14%, contra 27% de Serra e 47% de Dilma.

Se a eleição fosse hoje, pelo Datafolha, a candidata do PT venceria no primeiro turno. Teria mais de 50% dos votos válidos --os dados apenas aos candidatos, descontados os brancos e os nulos.

Nessa conta de votos válidos, Dilma tem 56%. Serra tem 32%. Marina vai a 11%. Os percentuais são semelhantes aos da semana passada: 55%, 33% e 10%.

Num eventual segundo turno, a petista também venceria o tucano por 56% a 36% dos votos. Haveria 5% votando em branco, nulo ou nenhum e 4% ainda indecisos.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados falam em quem desejam votar sem ver uma lista de nomes, Dilma marcou 38% contra 35% na semana passada, indicando que sua tendência de alta continua.

Serra oscilou apenas dentro da margem de erro na sondagem espontânea, indo de 18% para 19%. Marina saiu de 5% e foi a 6%.

Há outros dois indicadores relevantes que foram positivos para Dilma: a taxa de rejeição dos candidatos e a percepção de vitória por parte do eleitorado. A petista é rejeitada por 21% dos eleitores. Tinha 19% na semana passada.

Já Serra, era rejeitado por 24% em julho. Foi a 28% no começo de agosto. Agora, 31% dizem que não votariam no tucano de jeito nenhum.

Marina Silva é rejeitada por 17% --tinha 16% na semana passada.

Quando o Datafolha pergunta quem o eleitor acredita que vai vencer a eleição presidencial de 3 de outubro, Dilma continua sendo a escolhida pela maioria. Hoje, 69% dizem que a petista vai ganhar. Na semana passada, o percentual era de 63%.

Só 15% acham que Serra será o vencedor --pouco mais da metade dos que declaram voto no tucano. No caso de Marina Silva, 1% acredita na sua vitória.

Segundo o Datafolha, 51% declararam ter assistido os programas do horário eleitoral --contra 39% na semana anterior. Isso significa que muitos eleitores tomaram conhecimento dos fatos dos últimos dias, inclusive do vazamento de dados fiscais sigilosos da Receita Federal.

A pesquisa foi feita nos dias 2 e 3 de setembro, com 4.314 eleitores em 203 cidades. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com número 27.903/2010.
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