25 set 16h47

Índice de suicídios em Paracatu é maior que o dobro da média nacional

WebReporter
Câmara levanta a bandeira da prevenção ao suicídio e irá realizar Conferência para tratar do assunto.
 
O setembro amarelo, mês que simboliza a prevenção ao suicídio, nunca foi tão necessário em Paracatu. Isso porque segundo informações divulgadas na última reunião da Câmara, nesta segunda-feira (24), Paracatu teve uma média maior que o dobro da média nacional que é de 8,9 mortes para cada grupo de 100.000 habitantes.
 “-O suicídio, no país, já é a quarta maior causa de morte entre homens jovens. Em Paracatu os números são ainda piores. Segundo um último relatório do Ministério da Saúde, em 2016 no país a taxa é de 8,9 a cada 100 mil habitantes, e no Paracatu que tem aproximadamente 90 mil habitantes, foram registrados 20 suicídios nos últimos 12 meses,” afirmou o Presidente da Câmara, Vereador Ragos Oliveira.
Preocupados com os números alarmantes em Paracatu, Vereadores da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Paracatu estão realizando uma Conferência com o tema “Promoção à Vida e Prevenção ao Suicídio”
Para o Presidente da Comissão, Vereador Gilsão do Paracatuzinho, “o objetivo é alertar para a necessidade de discutir o problema e buscar alternativas de prevenção.” Afirmou.
O Vereador Ragos Oliveira ainda conclamou os colegas parlamentares a buscar alternativas rápidas para contornar o problema e retirar Paracatu deste quadro alarmante.
“-Nos últimos 12 meses foram registrados 20 suicídios em Paracatu. Nem em campo de refugiados se registra uma quantidade de suicídios desta. É preciso se fazer uma discussão pra saber onde o poder público está falhando e permitindo que esses números alcancem tamanho. Eu tenho reclamações de que na rede pública não se encontra um consulta, um tratamento e por isso que precisamos com urgências, implantar políticas públicas para ajudar as pessoas para buscaram tratamento e minimizar esse problema tão grave em nossa cidade” finalizou.
O Problema pode ainda ser maior
Segundo um estudo sobre “Tentativas de suicídio na cidade de Paracatu” realizado em 2016 por acadêmicos do Curso de Medicina da Faculdade Atenas com pacientes do Hospital Municipal de Paracatu e publicado no Portal de Revistas da USP, “foram encontrados 84 prontuários com histórico de tentativa de suicídio. Destes 60,70% eram pessoas do sexo feminino e 39,30% do sexo masculino.”
Já em 2016 o estudo concluiu que “há um alto número de registros de tentativas de suicídio em Paracatu havendo a necessidade de aplicação de planos de cuidado para prevenção do autoextermínio e interinstitucionalização com encaminhamentos para melhor acompanhamento psicológico dos pacientes.”
Fonte: Portal de Revistas da USP - Artigo


Veja mitos comuns sobre o suicídio
'Quem fala, não faz' - Não é verdade. Muitas vezes, a pessoa que diz que vai se matar não quer "chamar a atenção", mas apenas dar um último sinal para pedir ajuda. Por isso, os especialistas pedem que um aviso de suicídio seja levado a sério.
'Não se deve perguntar se a pessoa vai se matar' - É importante, caso a pessoa esteja com sintomas da depressão, ter uma conversa para entender o que se passa e ajudar. Não tocar no assunto só piora a situação.
'Só os depressivos clássicos se matam' - Não. Existe o depressivo mais conhecido, aquele que fica deitado na cama e não consegue levantar. Mas outras reações podem ser previsões de um comportamento suicida, como alta agressividade e nível extremo de impulsividade. Os médicos, inclusive, pedem para a família ficar atenta ao momento em que um depressivo sem tratamento diz estar bem: muitas vezes ele pode já ter decidido se matar e tem o assunto como resolvido.
'Quando a pessoa tenta uma vez, tenta sempre' - A maior parte dos pacientes que levam a sério o tratamento com medicamentos e terapia não chegam a tentar se matar uma segunda vez. O importante é buscar a ajuda.
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