20 set 09h29

Empresas de Paracatu têm ganhos com encadeamento produtivo

WebReporter
Trinta e quatro empresários de Paracatu estiveram reunidos, nesta semana, para a apresentação dos resultados do programa “Encadeamento Produtivo - pequenas e grandes empresas trabalhando juntas”, desenvolvido pelo Sebrae Minas em parceria com a Kinross e o Instituto Votorantim. Ao longo dos dois últimos anos, estas micro e pequenas empresas dos setores de comércio, serviços e indústria participaram de uma série de atividades de capacitação e consultoria que resultaram em melhorias no índice de produção e aumento da competitividade.
As mudanças foram reveladas por indicadores importantes, como a evolução em 303% - de 10% em 2016, para 41 neste ano - nas estratégias e planos do grupo formado por fornecedores da Kinross. Entre as empresas que trabalharam com o Grupo Votorantim, destaque para superação de metas traçadas para Entregas no Prazo, que alcançou o índice de 93,84% de satisfação; e de Eficiência Comercial, atingindo 85,44% onde a meta era de 60%, demonstrando a evolução dos resultados a partir da intervenção do Sebrae na Empresa.
Para alcançar esses resultados foram quase cinco mil horas de dedicação que envolveu diagnóstico de gestão empresarial, consultorias de gestão financeira, de pessoas, marketing e vendas, curso de desenvolvimento de habilidades gerenciais, além de seminários temáticos sobre tecnologia e inovação em vendas, inteligência competitiva e encadeamento produtivo.
Segundo a analista de relacionamento com a comunidade da Kinross, Flaviane Soares, fornecedores mais qualificados beneficiam não somente as grandes empresas participantes do programa, mas todo o mercado consumidor desses serviços. “Muitas pessoas questionam o futuro da economia de Paracatu, visto o prazo de validade da indústria extrativista. Diante disso é necessário nos reinventarmos economicamente. Não somos mais a cidade do ouro. O município é um polo estudantil e tem outras riquezas como o agronegócio e o turismo cultural. É necessário estar pronto para ser mais competitivo não apenas para atender uma empresa âncora”, destaca.
A eficiência da cadeia de valor também é destacada pelo gerente do Sebrae Minas na Regional Noroeste, Marcos Alves. “A competitividade empresarial não se reduz à atuação individual, pois é o resultado da atuação conjunta ao entender que a grande e a pequena empresa podem ter papéis complementares, desde que haja preparação para isso. Nosso intuito é capacitar estas empresas e estreitar o relacionamento entre elas, proporcionando a ampliação de mercado e diminuindo o grau de dependência junto a um único fornecedor”, afirma.
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