12 set 17h13

A perigosa relação entre redes sociais e suicídios entre os jovens

Glauber César Rodrigues
Nos últimos dias, vocês tem ouvido falar muito, sobre os desafios nas redes sociais que tem levado jovens de 15 a 29 anos a se matar. Sim, você ouviu certo, jovens estão “se matando mais” aqui no Brasil e agora com influência das redes sociais.
O assunto ainda é tabu nas famílias, escolas e rodas de conversas mas, cresce a passos lentos e de forma constante no Brasil. O Mapa da Violência divulgado no ano passado já mostrava um aumento de 27,2% no número de suicídios dessa faixa etária. E depois que passamos pela Baleia Azul e séries das TV’s por assinatura, a questão que fica é: por que pessoas que estão começando a vida querem acabar com ela?
Especialistas afirmam que é inevitável trazer para a discussão o cenário da sociedade atual, que apresenta famílias afastadas e relações rasas para tentar entender o contexto desses casos. Entre as causas e consequências do afastamento humano, está a tecnologia, que influencia fortemente a maneira como nos relacionamos. Entendeu? O problema não é só a tecnologia, mas como eu sempre digo, o excesso dela! Junto é claro com uma pitada de omissão dos pais. O problema não é a série do Netflix, mas os pais que colocam TV no quarto e permitem que os adolescentes fiquem lá horas, dias e noites supostamente protegidos da violência das ruas.
Os jovens que estão nesse caminho não estão se matando porque começaram a ter transtornos psiquiátricos. A questão é que o mundo caminha para um esvaziamento cada vez mais profundo das relações, os adolescentes não conseguem se relacionar fora do mundo digital e as tentativas e os suicídios aparecem como expressão máxima dessa dificuldade.
Você que tem mais de 25 anos, pensa comigo... Essa geração nasceu com a tecnologia e o contato é inevitável. O que é preciso é educação para lidar melhor com isso. Nós já falamos aqui no Vida Digital que a busca pelo like, pelo curtir, pelos fãs é tão viciante como droga, principalmente para o cérebro em formação, como é o caso do jovem até os 21 anos. Desculpe se vou ofender alguns que estão ouvindo, mas é comprovado cientificamente que jovens nesta idade são menos capazes de racionalizar. Não que todos sejam inconsequentes, mas há uma impulsividade maior. É o que dizem os profissionais da psicologia.
A dependência de redes sociais expõe o jovem ao cyberbullying. Sabe aquela humilhação que antes era restrita ao ambiente escolar, agora não tem mais controle, ocorre via celular, computador e 24 horas por dia para o mundo inteiro. O bullying tinha um rosto. Hoje, qualquer um fala o que quer porque está protegido pelas telas. Existe uma manipulação muito maior, sem noção alguma das consequências e por pura maldade.
Agora vamos ao contra ponto, segundo a OMS 90% dos suicídios poderiam ser evitados. Uma tese de doutorado da Universidade de São Paulo citada por uma reportagem do UOL, mostra que a maior barreira para tratar o tema ainda é o tabu no qual está envolvido porque a pessoas em sofrimento têm necessidade em comunica-lo, mas esbarram nessa censura, numa dificuldade de falar sobre o assunto.
E já que as pessoas têm se expressado muito mais pelos meios digitais, inclusive transmitindo online a própria morte, esse deve ser um meio de prevenir também.
Você que está nos ouvindo pode salvar uma vida, sabia?
Pense nisso e vamos conversar sobre isso.

Fonte de Pesquisa: https://noticias.uol.com.br/educacao/
https://educacao.uol.com.br/noticias
http://www.who.int/eportuguese/countries/bra/pt/
https://universa.uol.com.br

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