6 set 04h41

Nosso protagonismo frente à greve dos caminhoneiros

Claudio Oliveira
Nos últimos dias surgiram notícias, por meio das redes sociais, sobre um possível retorno da greve dos caminhoneiros, mas nada oficial confirma essa nova reivindicação contra o Estado. Greve para que, se, na hora do “caos”, todos vão correndo comprar produtos com preços exorbitantes e nem ligam para quem de fato está reivindicando melhorias para o nosso Brasil?
As redes sociais potencializam a falta de colaboração por parte da população, já que descrevem a greve como feito apocalíptico. Todos querem a melhoria da nação, mas ninguém quer um sacrifício momentâneo, nem mesmo, ficar por um período sem carne, sem frutas, sem gasolina, e ir a pé para o emprego, então, nem morto.
Na última greve, ninguém fez por onde para ajudar quem realmente estava na luta para defender o interesse de todos. Faziam filas quilométricas em postos de gasolina e até brigavam pelo pouco de combustível que ainda restavam. Retratos, que nos fazem pensar se estamos juntos ou só pegando carona, para no final dizermos que quem participou da greve deveria ter feito mais cobranças do Estado e estendido por mais tempo a mobilização.
Pude perceber na primeira greve, que nos supermercados, pessoas carregavam tudo que tinham direito como se realmente fosse o fim do mundo. Senti que estávamos no filme “2012”. Gente desesperada e sem pensar se haviam mais pessoas para comprar, pegando várias bandejas de legumes e “que se dane quem não comprou antes”.
A faceta da nova greve está se alastrando e devemos ficar atentos aos meios que sustentam esse tipo de notícia. E se realmente acontecer outra greve, devemos ser mais solícitos com quem está buscando melhorias para nossa nação. Que possamos ser protagonistas dessa causa tão nobre e não coadjuvantes. Só assim, corroboraremos para uma sociedade mais justa e que zele pela verdade.

Cláudio Oliveira - Jornalista

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