20 ago 09h32

Eleições 2018: Os caminhos do curtir, compartilhar até o voto

Glauber César Rodrigues
Nas eleições passadas, em 2014, 2016, um dos desafios dos candidatos nas eleições era atrair organicamente o público até as suas propostas, seus projetos e suas promessas. Na época, havia muitas barreiras, como a proibição da veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet e nas redes sociais.
Hoje o cenário é outro, os "santinhos" dão lugar as postagens e as redes sociais são os novos palanques que dão voz aos ideais e promessas daqueles que disputarão o seu voto, com algumas poucas regras é claro.
Se antes era possível desligar a TV no momento que a propaganda eleitoral interrompia a programação, nas redes sociais estaremos expostos constantemente aos conteúdos, sem horário definido. O uso eficiente dos canais digitais pode até ser um incentivo ao debate e interesse da população para que conheçam mais a fundo os candidatos e suas ideias, sempre é claro, checando a fonte e buscando referências confiáveis, para uma escolha consciente.
Nas eleições desse ano a propaganda eleitoral na internet será permitida a partir de hoje, 16 de agosto e vai ser a primeira eleição a regular a publicidade por meio de ferramentas pagas em plataformas de redes sociais como por exemplo posso citar:
- impulsionamento de conteúdo em mídias sociais;
- proibição do uso de perfis falsos e robôs, que são os grandes problemas para a justiça e também para milhões de pessoas que até parece que gostam de ser enganadas;
- responsabilização pela remoção de conteúdo mesmo que não tenha sido postado pelo candidato, entre outros;
Os anúncios pagos, devem ser contratados diretamente por meio das plataformas de mídias sociais (Facebook ou Instagram) com o único objetivo de impulsionar o alcance de publicações, de acordo com a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), ou seja, não há agências, intermediários etc.
Também foi liberado o uso de mídia paga para posições de destaque nas páginas de busca, como o Google. Sabe aqueles resultados que você vê primeiro quando faz uma busca no Google, alguns aparecem na forma de anúncios, a partir de agora você vai ver nomes de candidatos por ali.
No dia da eleição, no entanto, a publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos já publicados serão proibidos e considerados crime, como uma boca de urna virtual
Sozinhas, as redes sociais podem não ser as responsáveis pela vitória de um candidato, pois é fato que a campanha deve estar conectada as estratégias já conhecidas nas mídias tradicionais, visto que ainda há uma grande parte da população sem acesso. Mas não há como fechar os olhos para o digital, visto que os olhos de muitas pessoas estão voltados a uma tela muito pequena, que é a do celular, conectado à internet é claro.
O caminho do like até o voto é grande. E vai depender de muito esforço, conhecimento digital e relevância daquilo que for postado.

Com informações do site infomoney | Terra.com | medium.com
*Publicado originalmente na TRENDR.

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