9 abr 13h47

Dengue, Chikungunya e Zika são tema de audiência pública na Câmara de Paracatu

WebReporter
Na manhã desta segunda-feira (09/04) foi realizada uma audiência pública, de iniciativa do vereador Gilsão do Paracatuzinho (PRTB), para discutir ações efetivas no combate a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da Dengue, Chikungunya e o Zika Vírus.
Estiveram presentes na Câmara - além de parlamentares - agentes de endemias, professores e alunos da Escola Municipal Leonor Victor Rodrigues, o coordenador do Serviço de Endemias, Cleiton Jorge dos Santos, a Coordenadora da Unidade de Vigilância em Saúde, Gislene Couto e a enfermeira Norma Ferreira representando a Secretaria de Saúde.
O Presidente da Comissão de Saúde, Vereador Gilsão, deu abertura aos trabalhos, explicando da sua preocupação com a saúde pública e os motivos que o levaram a requerer a audiência.
Estudantes e parlamentares fizeram perguntas aos componentes da Mesa.
A Coordenadora da Unidade de Vigilância em Saúde, Gislene Couto, explicou como é feito o trabalho desenvolvido dos agentes da Unidade de Vigilância e agradeceu o apoio da Câmara com a realização da audiência pública. “-O nosso trabalho é diário e contínuo. Durante o ano inteiro agentes de saúde e endemias trabalham atendendo toda a população paracatuense e oportunidades como essa são muito importantes, pois mostramos como é feito o nosso trabalho e o nosso empenho em eliminar a dengue em Paracatu”, afirmou Gislene.
Cleiton Jorge Ferreira dos Santos, Coordenador de Endemias apresentou o histórico de casos no Município e alertou que Paracatu está com um índice médio de 10%, quase três vezes o risco máximo de epidemia que é de 3,9%. A estatística é feita com base em 33 mil imóveis em Paracatu e no máximo 20% dos imóveis não são vistoriados por dificuldades diversas
 “-Não é possível fazer qualquer trabalho de controle sem a participação da população e das autoridades, primeiro porque 92% dos focos são domiciliares e apenas 8% são em áreas públicas como grotas e áreas públicas que estão sendo feita atualmente,” explicou o Coordenador, que ainda sugeriu que o Legislativo reveja as leis que auxiliam o trabalho dos agentes de endemias além do código de postura.
Questionados pela aluna Ana Júlia Gonçalves Ferreira, sobre a participação do governo e de autoridades nas ações de prevenção e combate aos vetores das doenças, Cleiton Jorge afirmou que as autoridades devem assumir uma posição de protagonismo através dos Fiscais de Postura do Município que são quem  tem o poder de notificar e multar os moradores, proprietários e responsáveis por imóveis onde há risco da proliferação das larvas do mosquito da dengue.
“-Os nossos agentes atuam de forma muito eficiente dentro das limitações da função e a população faz de acordo com a boa vontade de cada um, mas fica uma interrogação sobre quem pode atuar de verdade. Temos fiscais de Postura no município?  Onde estão os Fiscais de Postura?  Quem são eles? O que eu sei é que eles não estão onde deveriam estar que é nas ruas fiscalizando,”
Crise hídrica contribuiu com o agravamento do problema
A falta d’água no ano de 2017 também contribuiu com o aumento do número de casos em Paracatu, pois durante o período da crise hídrica as pessoas guardavam água em tambores, caixas d’água improvisadas e aumentavam o risco do aparecimento de larvas.


Por: Glauber César / Paracatu.Net

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