3 fev 16h12

Chilena Cencosud-Bretas encerra suas atividades em Paracatu

WebReporter
Por, Carlos Lima.


O movimento sofrível por que vinha passando o hipermercado Cencosud Bretas em Paracatu nos últimos meses não poderia trazer notícia mais amarga do que o encerramento de suas atividades no município do Noroeste de Minas, com mais de 90.000 habitantes e estrategicamente fincado num dos principais corredores logísticos do Brasil, a BR-040, que liga a capital federal à Belo Horizonte e ao Rio de Janeiro. 
Especulações à parte, desde sexta-feira (26) os clientes não só iam à loja em busca de promoções relâmpago (Leite condensado a R$ 0,50 e feijão carioquinha a R$ 1,00 o kg) como também assistiam ao esvaziamento sistemático das prateleiras e encerramento dos setores de carnes, frios e hortifrúti. Na mesma velocidade, funcionários empenhavam-se para recolher ao depósito mercadorias de menor circulação, como aquelas do setor automotivo.
O grupo supermercadista inaugurou sua loja em solo paracatuense em maio de 2010, de modo a oferecer não só o mix variado de mercadorias para o consumidor, mas amplo estacionamento privativo, conforto, acessibilidade (inclusive para cegos!) e preços competitivos, de modo a revolucionar o conceito varejista praticado até então pelas pioneiras do ramo na cidade. O cartel que por aqui reinou soberano até então foi completamente desmantelado pelo recém chegado Bretas, que teve sua importância no desenvolvimento local, inclusive com a geração de cerca de 80 postos diretos de trabalho.
Não foi só por aqui que a multinacional chilena Cencosud deu com os burros n’água. Em agosto do ano passado, era a vez da suntuosa loja de Unaí encerrar as suas atividades e mandar seus colaboradores de volta para casa. De acordo com moradores daquela cidade circunvizinha, o luxo e a boa estrutura do hipermercado (tinha até esteira rolante!) não conseguira fidelizar a clientela, que migrou de mala e cuia para um tal Columbia, que no seu improviso estrutural e no poderoso baixo preço, derrotou seu principal rival.
No caso de Paracatu, a gerência e seu staff bem que tentaram apostar suas últimas fichas na sobrevivência do hipermercado frente ao recém inaugurado (outubro de 2016) e encantador modelo cash and carry (atacado e varejo!) Mart Minas, mas foi tudo em vão. Não sortiram  efeito as promoções, a pesquisa na boca do caixa e nem tampouco, o tapete vermelho estendido na entrada da loja para agradar seus poucos clientes. O “atacadão” MM caíra de vez no gosto povo e não restara outra solução para o Bretas, a não ser, fechar suas portas.
Fontes confiáveis de informação, porém extra-oficiais, dão conta de que as redes Supermercados BH e/ou Bernardão estariam negociando a aquisição e operação do ponto desocupado pelo Grupo Cencosud Bretas e seus parceiros nesta quinta-feira (1), conforme constatado in-loco. Se esses bons ventos se confirmarem, certamente haverá recuperação dos empregos perdidos e a concorrência beneficiará, como sempre, o consumidor com melhores preços, ofertas e serviços.
Vale lembrar aqui as sábias palavras de Sam Walton, fundador do Wal-Mart, quando de sua palestra proferida para funcionários dessa gigante varejista mundial: “CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR."

 (*) Carlos Lima é graduado em Arquivologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), é Pós-Graduado em Oracle, Java e Gerência de Projetos, é consultor em organização de arquivos e memória empresarial e exerce a função de Arquivista no Arquivo Público Municipal de Paracatu.
 
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