24 jan 00h29

Você é um viciado (em tecnologia)?

Glauber César Rodrigues
Deste a última semana, fala-se muito em "vício em videogames" que agora é considerado oficialmente uma doença mental segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mas peraí.
Não é só o vício em games que é doença...  Hoje quando chegava em casa, estacionando o carro, quase fui atropelado por uma jovem pedestre que andava pela rua longe desse mundo mexendo no celular. Ela só acordou quando encostou no carro, estacionado.
A descrição vício é um padrão de comportamento no qual a necessidade de estar em contato com a tecnologia "prevalece sobre outros interesses vitais". Ah, tá na dúvida?
Lembra aí quantas vezes você deixou de dar atenção pra alguém que estava na sua frente porque estava mexendo no celular ou quantas vezes você estava dirigindo o seu carro mexendo no celular.
Lembra aí quantas vezes você deixou de conversar com quem estava do seu lado na mesa do bar e ficou conversando com quem estava longe e quando encontrou com quem estava longe, passou a conversar com quem deixou lá atrás.
Por fim, lembra das vezes que você deixou de aproveitar um momento, um passeio, uma paisagem, uma viagem, porque tinha que fotografar e mostrar para os outros.  Lembrou?
Percebeu que você está cada vez mais expositivo do que reflexivo?  Isso é no mínimo um distúrbio.
Mas se você ainda está na dúvida, vamos aos três critérios que devem ser levados em conta para um auto análise.
Primeiro, falta de controle sobre o equipamento eletrônico. Você fica incapaz de se controlar e não consegue colocar um limite no tempo que passa realizando aquela atividade.
Segundo, o aumento de prioridade que se dá ao virtual, em detrimento do social. A atividade passa a ser priorizada frente a até a interesses vitais (dormir, comer) e rotinas do dia a dia.
Por fim, é crescente a escalada do tempo jogando ou usando o celular, apesar dos problemas. Você não se importa mais com os danos que a atividade causa à sua saúde ou cotidiano.
Bem, no meu humilde entender a questão é muito simples e muito complicada.  Muito simples porque é questão de discernimento, de bons modos, de cuidado e de auto controle e por outro lado, muito complicado porque estudos mostram que a tecnologia se usa junto com - e às vezes até em apoio - a outras atividades, como os deveres escolares, com ferramentas de trabalho” entre outras.
Entendeu?
Tipo assim, da mesma forma que os adultos, as crianças usam as tecnologias digitais condenáveis e viciantes ao longo do dia, junto com outras coisas consideradas saudáveis, como por exemplo: A criança tem tempo limitado pra ficar no computador ou no celular, mas, quando chega em casa, tem que fazer uma atividade escolar que está no aplicativo da escola, no CD ROM (antigo isso né?) ou ainda no site interativo da escola (hoje em dia está se usando muito isso).
E nós, adultos? Você decide que não vai mais mexer no celular porque não aguenta mais aquele monte de grupo de família, de amigos, de colegas, de ex colegas, de vizinhos, da sua outra família em que uma tia manda uma imagem de bom dia e 88 outras pessoas respondem bom dia...  você decide ficar de fora, mas, de repente seu cliente, seu chefe fala que está mandando um orçamento pelo what’s app. Já era!

Não tem jeito, acho que vão ter que criar CFUT’s, Centro de Formação de Usuários de Tecnologia e só depois de tirar carteira, de ficar habilitado é que vão poder usar what’s app, facebook, smartphone e etc.

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