30 nov 14h52

SEM SAÍDA: COPASA enfrenta dificuldades e SUPRAM não se manifesta sobre desastre

Glauber César Rodrigues
Nos últimos meses, a estiagem prolongada na região expôs o município de Paracatu a uma situação calamitosa da falta d’água e apesar da chegada da chuva que encheu os rios e está aumentando o nível dos reservatórios, o drama continua pois o problema agora é outro.
Na primeira parte do problema quando a única fonte natural de captação em Paracatu, que é o Ribeirão Santa Izabel, praticamente secou, a Copasa apelou para obrigou a Copasa a apelar cada vez mais para as águas subterrâneas. Apenas durante os meses de setembro e outubro, a concessionária perfurou mais de 10 novos poços artesianos em diversos pontos da cidade, como medida extrema para assegurar o abastecimento em na cidade.  Especialistas, no entanto, alertam que o recurso não é ilimitado e que a superexploração pode prejudicar os aquíferos, principalmente considerando as captações irregulares e sem critérios.
Segundo o professor Ricardo Motta Pinto Coelho, o que está ocorrendo está relacionado ao fato de que a capacidade dos aquíferos está diretamente ligada ao manejo e gestão das águas superficiais, como rios, lagos, principalmente, da cobertura vegetal. “-Infelizmente, temos regiões áridas que estão sofrendo mais com a crise hídrica, principalmente ao longo do Vale do São Francisco, como a cidade de Medina e outras do Norte de Minas, que estão quase em estado de calamidade pública pela falta de água. São várias décadas com total descaso com a cobertura vegetal e com a gestão das bacias hidrográficas”, alerta.
O uso de caminhões-pipa foi outra manobra para lidar com as falhas no abastecimento e amenizar os bairros que foram atingidos pelo plano de racionamento, situação em que o abastecimento de água foi cortado de forma sistemática por tempo determinado.
Desastre Ambiental paralisa captação de água e cidade fica sem abastecimento.
Na segunda parte do problema, depois dos Copasa interromper o fornecimento na cidade mais uma vez, na última terça-feira (26), a Polícia Militar de Meio Ambiente foi até uma fazenda na MG 188, onde é feita uma obra pra captação de energia solar e na área da terraplanagem uma grande quantidade de terra foi carreada até a vereda que deságua no Ribeirão Santa Izabel impedindo assim a captação de água no local.
Mesmo diante do cenário de visível falta de condições, a superintendente regional da Copasa, Cristiane Carneiro, afirmou que a expectativa é que o abastecimento seja normalizado em breve. “Os nossos técnicos que estão trabalhando no local desde domingo (26) na tentativa de reverter essa situação e conseguiram tratar a água e disponibilizar ela para a cidade. A expectativa é que até o final do dia todos os bairros já estejam abastecidos com água tratada e com condições de consumo,” disse.
Com relação a atuação da SUPRAMNOR no caso, nossa reportagem, tentou durante toda a manhã desta quinta-feira e parte da tarde um contato via telefone com o Superintendente da SUPRAMNOR da região, o Sr. Ricardo Rodrigues de Carvalho, mas ele não pode nos atender e não deixou ninguém autorizado a falar sobre o assunto.
Por fim, enviamos um E-mail para a assessoria de Comunicação do Governo de Minas e para o superintendente. Assim que tivermos retorno, levaremos ao conhecimento dos nossos leitores internautas.
Sobre a investigação e confirmação de um possível crime ambientel, a perícia da Polícia Civil irá elaborar um laudo, que deve ficar pronto em 30 dias.

Foto: PM Meio Ambiente
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