18 out 2017 08h35

Interrupção total no fornecimento de Água pode chegar a 48 horas, afirma COPASA

Glauber César Rodrigues
Quase um mês depois de decretar calamidade no município (19/09) por causa da falta d’água, Governo e COPASA reunem imprensa e representantes da comunidade para justificar a demora na tomada de decisão e anunciar ações emergenciais que por enquanto, não vão resolver o problema.
Apesar de não ter sido convidado para a coletiva de imprensa ocorrida na tarde desta terça-feira (18/10), em que representantes do poder público municipal e da COPASA falaram sobre a “situação da crise hídrica e as ações tomadas” frente ao sofrimento da comunidade com a falta d’água, o Portal Paracatu.Net teve acesso a gravações de áudio e vídeos feitos durante o encontro, que mostram que, apesar dos discursos e notas bem elaboradas as autoridades não trouxeram nada de novo com relação às informações que já foram apresentadas e estão sendo debatidas em audiências públicas na Câmara e reuniões fechadas.
A reunião começou com a leitura de uma nota feita pela Secretária de Governo Franciele Condé que foi seguida de alguns comentários repetidos de autoridades presentes, com ações que deveriam ser corriqueiras, do dia a dia de uma administração pública e que só foram feitas agora como por exemplo: “fizemos ofício, pedimos fiscalização, fomos conhecer etc.”
A única novidade trazida durante a reunião foi a declaração do prefeito Olavo Condé (PSDB), de que a Prefeitura irá contratar e disponibilizar caminhões pipa para atender “apenas” órgãos públicos como hospital, creches, escolas e outros. Ele disse ainda que no momento não haverá questionamento das obrigações previstas em contrato, apenas parceria para minimizar o problema.
 “-Estamos totalmente envolvidos em buscar alternativas que venham ajudar a minimizar o problema. Não temos outra saída senão nos unir e ajudar a COPASA. Claro que depois desse momento haverá o momento de cobrança e de planejamento para o futuro. Mas agora quero apenas deixar a população ciente de que a administração está totalmente envolvida na busca de diminuir os danos causados”, afirmou Olavo Condé.
A gerente regional da COPASA, Elenice Loubac Barros, lembrou que a empresa atende 74 mil consumidores em 29.240 imóveis e precisa de 202 litros por segundo para suprir a demanda e hoje não tem capacidade de atendimento nem da metade desse contingente.
“Nós estamos enfrentando uma crise secular, há 100 anos que o Noroeste não vivia uma crise como esta e hoje, estamos conseguimos captar 30 litros por segundo que, somando com os poços artesianos possibilita o atendimento de apenas 47% da população,”
Elenice destacou ainda que, apesar das ações imediatas como a perfuração de poços em 5 pontos escolhidos depois de estudos feitos por hidrogeólogos contratados, 3 “não deram vazão” e foram perdidos e apenas 2 serão utilizados mesmo com vazões “extremamente baixos” para os padrões esperados.
O repórter Eduardo Conceição da Rádio Juriti AM comentou que até veículos particulares estão retirando água dos poços do bairro Santana e quis saber da representante da COPASA, até quando os poços irão aguentar.  Elenice não soube responder.
Outros 6 poços foram marcados e estão sendo perfurados com até 300 metros de profundidade mas até agora não apresentaram resultados. A gerente ainda destacou que mesmo com toda a mobilização a água não será suficiente para atender a população e pediu que a população faça o “uso consciente da água.”

“-Estamos com a previsão de 16 caminhões pipa ajudando na captação e distribuição da água e depois de toda a estrutura funcionando, atingiremos apenas 70% da população. O racionamento vai continuar e precisamos do uso consciente da água. A interrupção total no fornecimento pode chegar a 48 horas”, finalizou a Gerente Regional da COPASA.


Fotos: Ass. Comunicação da Câmara
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