7 set 11h24Atualizado em 7 set 11h26

Vereadora cobra reativação do Conselho Municipal Anti Drogas em Paracatu

Glauber César Rodrigues
Aproveitando que o tema “violência e drogas” foi um assunto bastante comentando na última reunião do legislativo, a Vereadora Marli Ribeiro (PSDB) mais uma vez reivindicou a reativação do COMAD, Conselho Municipal Antidrogas, desativado no primeiro ano do governo Condé, chamando atenção do Secretário de Segurança Pública, Cel Carlos Renato Zenóbio, presente na reunião.
Marli Ribeiro lembrou que, já apresentou requerimento que foi aprovado por unanimidade na câmara pela reativação do COMAD e nesta semana voltou a cobrar empenho dos órgãos competentes no processo de reativação do conselho.
A parlamentar, afirmou ainda que o Conselho é um peça importante na prevenção e na efetivação das políticas públicas anti drogas que de fato, tem sido inexistentes no município. "Entendo que o conselho faz parte de uma das principais respostas que a nossa sociedade anseia, ele pode auxiliar e direcionar ações para problemas como a violência porque a gente sabe que a droga é o pano de fundo da maioria dos casos de violência em nossa cidade." Destacou Marli Ribeiro.
O Conselho Municipal Anti Drogas de Paracatu – COMAD, foi criado em 2010 e as instituições representadas iniciaram um intenso trabalho de prevenção, apoio às entidades que trabalham com recuperação e parceria com Polícia Civil e Militar.
No primeiro ano de mandato do Governo Condé o COMAD realizou palestras em Escolas, promoveu caminhadas com estudantes da rede pública, implantou o programa “Drogas Nunca Mais”, realizou conferência para criação e aprovação do PROMAD (Programa Municipal de Atividades contras as Drogas), distribuiu cartilhas com orientações para Professores e alunos de Paracatu sobre questões relacionadas às drogas, conseguiu doação e entregou veículos a entidades que trabalham com recuperação de drogados e alcoólatras, realizou parcerias e convênios com Faculdades e ainda construiu uma rede entre Conselhos Anti Drogas de várias cidades do Noroeste de Minas, promovendo uma troca de experiência e facilitando a intervenção junto ao governo estadual e federal.
Em julho de 2013, porém, a Presidente do Conselho Municipal Anti Drogas, ex Secretária de Ação Social, Vera Lemos foi exonerada na primeira mudança no feita no Secretariado, e para seu lugar, foi nomeada a atual gestora Ana Amélia Medeiros, que assumiu o comando dos Conselhos e demonstrando bastante divergência com os trabalhos do COMAD e da ex-secretária, bem como a alguns outros membros do conselho, causando desconforto durante as reuniões com representantes de entidades.
O representante da OAB no Conselho lembra que as reuniões passaram a ter a pauta baseada apenas nas diferenças pessoais entre a Secretária e a ex-Secretária.
 “A gente gastava tempo pra ir as reuniões, pra contribuir, mas quando a gente chegava, só via embate pessoal entre a atual Secretária e a ex-secretária, por isso resolvi deixar o conselho, pois não estava mais acontecendo nada de produtivo.”  Afirma o Advogado Paulo Anacleto.
Representantes de algumas Secretarias que faziam parte do COMAD relataram à nossa reportagem que eram impedidos de participar das reuniões o que também inviabilizava a realização das reuniões. “-Eu ficava a toa o dia inteiro mas quando faltavam 10 minutos pra reunião, a Secretária me mandava fazer alguma coisa fora da secretaria falando que era urgente, só pra eu não participar das reuniões.” Relatou um servidor, que pede para não ser identificado na reportagem.
As reuniões do Conselho que muitas vezes contavam com mais de até 20 pessoas representando instituições de prevenção, recuperação, repreensão e combate as drogas foram ficando cada vez menos produtivas, as pessoas de bem foram se afastando e as atividades diminuindo.

Os COMAD’s compõe o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD). Entre outras atribuições, é responsável por propor a Política Municipal sobre Drogas e fomentar pesquisas sobre aspectos educacionais, sociais , culturais e econômicos decorrentes do consumo e da oferta de substâncias psicoativas lícitas e ilícitas além de enviar relatórios mensais à SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas) para que, entre outros objetivos, tenha acesso aos recursos do Fundo Nacional Anti Drogas (FUNAD).


Foto: Ass. Parlamentar

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