13 jun 15h21

Vereadora critica livro com contos sobre incesto distribuído em escolas públicas

WebReporter
Na última semana, uma polêmica tomou conta do cenário educacional do nosso país, quando veio a tona a distribuição do livro “ENQUANTO O SONO NÃO VEM”, destinado a crianças de 6,7 e 8 anos de idade. O livro foi distribuído pelo MEC a todas as escolas públicas do país pelo Programa de Alfabetização na Idade Certa (PNAC) e retrata o desejo de um rei de casar-se com uma de suas filhas. Por ter negado o pedido do pai a menina é castigada, trancada numa torre termina morrendo de sede.  
Em Paracatu, o problema foi repercutido na Câmara de Paracatu pela Vereadora Missionária Marli Ribeiro (PSDB), que também fez duras críticas ao livro.
“-Eu quase não faço uso da tribuna, mas quando nós vimos as bandeiras que nós defendemos serem atacadas, nós temos que fazer alguma coisa contra um absurdo desse,” afirmou Marli Ribeiro.
Classificado como 'inadequado' pelo ministro, o livro começou a ser retirado das escolas na última sexta-feira (09/06) e na época, foi avaliado pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
"O livro é inadequado. Ele obedeceu aos critérios técnicos históricos do MEC, foi adquirido a partir desse processo ainda na gestão Dilma de 2013 e 2014 com parecer técnico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)", explicou o Ministro Mendonça Filho.
Durante tribuna na Câmara, a Vereadora Marli Ribeiro ainda comentou os casos de abusos sexuais contra crianças em Paracatu, fazendo um paralelo com as ações que ela julgou “nocivas” aos valores de família.
“-Só estes ano foram 56 casos de abusos sexuais contra crianças em Paracatu, mas esse número é bem maior porque a maioria não vem a público e o MEC, ao aceitar esse tipo de literatura, acaba ferindo os valores da família. Como que pode um órgão tão importante quanto o MEC distribuir um material como esse?” questionou.
No parecer, a Secretaria de Educação Básica, (que embasou a decisão do Ministro de retirar os livros das escolas) entendeu que a temática abordada no livro não é adequada para crianças em idade de alfabetização. “As crianças, no ciclo de alfabetização, por serem leitores em formação e com vivências limitadas, ainda não adquiriram autonomia, maturidade e senso crítico para problematizar determinados temas com alta densidade, como é o caso da história em questão”.
Com a decisão, os 94 mil exemplares da obra adquiridos pelo MEC serão redistribuídos para bibliotecas públicas. “A atual gestão do MEC está revendo todo o processo de seleção dos livros didáticos e paradidáticos, visando à melhoria da qualidade da educação brasileira.”

Após a sua fala na tribuna da Câmara, a missionária Marli Ribeiro, comunicou que a Secretária de Educação Maria de Fátima Ulhoa, havia confirmado que “todo os livros distribuídos em Paracatu já haviam sido recolhidos e que o caso está na justiça.”

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