19 ago 2016 16h40

Matutações “olímpicas”...

Tácito Coutinho
Depois de ler uma entrevista (mais um comentário) da atleta brasileira Flávia de Lima, dos 800 m, a respeito da sul-africana Caster Semenya, que sofre de hiperandroginismo, uma deficiência crossomática que resulta na maior produção do hormônio masculino e na ausência de útero e ovários. Essa deficiência faz com que a atleta tenha um nível de testosterona mais alto que outras competidoras, o que lhe dá mais vantagem esportiva. "A gente entra desigual. (...) Mas como o dela é natural, é complicado debater essa questão", avaliou Flávia.

Fiquei matutando...

O caso de Samenya é raro e tampouco é escolha: nasceu assim. Mas isso traz o debate sobre a ideologia de gênero para o “palco olímpico” e fica evidente a fragilidade deste conceito sexual.

Os ideólogos de gênero querem impor um autêntico disparate: os sexos não existem, são construções culturais e, por isso, podemos redefinir a nossa identidade sexual como quisermos. Isso é “uma alucinação” desconectada da realidade. É como se alguém se empenhasse em dizer que a lei da gravidade é uma “construção cultural” que nos impede voar. Então vamos lutar pelo direito de abrir a janela e sair voando nos declarando pássaros. Quem acredita nisso...

Imaginei o impacto da “ideologia de gênero” na definição da participação dos atletas! Imaginei o Bolt correndo 100m, ou o Ryan Crouser lançando pesos, com as mulheres! Bastaria se declarassem mulheres e pronto! Recordes a vista! Seria divertido e engraçado.

Porém, alguém percebeu que as competições femininas poderiam ser dominadas pelos homens que conquistariam a maioria das medalhas. Então, o COI posicionou-se: para que Rio 2016 não fosse uma piada, as mulheres que dizem homens poderão competir nas provas masculinas em condições desiguais – o que ninguém quer - e os homens que dizem mulheres deverão manter os níveis de testosterona dentro dos limites femininos, pelo menos durante um ano antes da competição – o que também ninguém quer! Ou seja: iguais, mas não tanto. O sexo é uma construção cultural… Exceto se você for homem e quiser competir como mulher e vice versa...

A realidade acaba se impondo sobre a ideologia de gênero. Os homens que alimentam o sonho de uma medalha olímpica, independentemente de sua orientação sexual, devem competir com os homens! E as mulheres, do mesmo modo, com as mulheres! Homem é homem e mulher é mulher!

E ponto final!

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