19 fev 2010 18h51

Farmácias paracatuenses adotam medida que as proíbe exposição de medicamentos em gôndolas.

WebReporter
Entrou em vigor ontem (18/02) a medida da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proibiu a exposição de medicamentos em prateleiras de livre acesso para os cliente e a venda de produtos de conveniência (pilhas, refrigerantes, doces, cartões e outros) em drogarias e farmácias de todo o Brasil. Agora, analgésicos, antitérmicos, antiácidos e demais remédios devem ficar do lado de dentro do balcão. Uma medida que pretende diminuir os perigos da automedicação no país.

Agora, antes de comprar um medicamento os clientes serão induzidos a receberem recomendações dos farmacêuticos e dos vendedores especializados. Acredita-se que aumentando o contato deles com pessoas especializadas os riscos desta prática tão comum no Brasil, a automedicação, sejam diminuídos. Uma medida que se for desrespeitada acarretará ao estabelecimento uma multa que pode variar entre R$2.000 à R$1.5 milhões. Uma quantia pouco singela para o caixa das empresas de médio e pequeno porte de Paracatu que as levou a providenciar as adaptações.

Para a farmacêutica Rosana Borges da farmácia Droga Certa essas mudanças não trarão muitas modificação para o estabelecimento em que trabalha, pois muito antes desta medida ser aprovada a drogaria trabalhava já com esses princípios. Somente os itens de conveniência serão retirados. Segundo ela, o estabelecimento funcionará exclusivamente voltado para a saúde. Além disso, ela reforça que é necessário um intermediário ente o cliente e o remédio, pois não há necessidade da pessoa manipulá-los diretamente.

Sérgio Froes, farmacêutico residente em Paracatu há 15 anos compartilha desta opinião. Para ele essa medida veio em boa hora, pois os brasileiros tem o habito de consumir remédio. Afirma ele: “As pessoas procuram a farmácia para comprar um produto e acabam levando alguns remédios que não são necessários. Uma prática que será inibida, porém para ser válida a vigilância sanitária da cidade precisa ser atuante, pois ainda é comum a comercialização destes medicamentos em padarias, mercearias e supermercados”.

De fato, não e preciso andar muito para se certificar da veracidade do que falou o Sérgio. É possível encontrar nas mais simples mercearias e até em bares analgésicos e antitérmicos. Uma prática proibida e ao mesmo tempo comum que revela que as pessoas desconhecem os perigos da automedicação. Rosana alerta que o uso de remédios sem receita médica e sem as devidas recomendações podem causar complicações. Exemplo disso vem com o surto da dengue que assola nossa cidade. “Remédios que possuem o ácido acetil sasílico em sua fórmula (dório e aspirina) podem causar hemorragias e levar à morte se forem ingeridos por pessoas contaminadas. Um perigo que é ignorado por muitos”. Afirma ela

A equipe do Paracatu.net procurou a Secretaria de Saúde para falar sobre a fiscalização dos pequenos estabelecimentos que comercializam estes medicamentos sem autorização, mas não obteve nenhum parecer ainda.



Na foto a farmacêutica Rosana B. de Souza
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