22 ago 2015 13h45

Entre Selfies com cadaveres e inteligência e emocional, o ser humano segue na difícil relação com a tecnologia.

Glauber César Rodrigues
Com certeza você deve ter ouvido falar, compartilhado, comentado ou criticado aquele “concurso” que começou na Rússia onde um grupo da rede social “Vkontakte”, o equivalente russo do Facebook e muito popular no país, propôs uma disputa para o melhor selfie com mortos.

Os administradores do grupo oferecem uma recompensa que pode variar de 1 mil a 5 mil rublos (convertendo, de R$ 50 a R$ 260,00 maios ou menos), para as melhores fotografias tiradas com os mortos, nas quais o fotógrafo deve aparecer sorridente porque "os mortos partiram para um mundo melhor".

A página, que tinha a princípio 500 membros e chamou a atenção da polícia quando concedeu 5 mil rublos de vitória a uma foto tirada perto do corpo de uma adolescente de 13 anos, falecida em um acidente de trânsito no norte da Rússia.

Diante da repercussão, a rede suspendeu a página de a princípio por atividade suspeita.

Mas, o que me chamou atenção, nem foi isso, mas sim o fato do caminho que o ser humano está

Eu já falei aqui no Vida Digital outras vezes sobre inteligência emocional, que nada mais é do que um exercício de autoconhecimento, que nos permite ter reações mais positivas com relação às experiências que vivenciamos diariamente. A tecnologia tem nos ajudado muito nisso, mas as vezes vemos cada coisa que nos faz duvidar disso não é mesmo?

Pelo grande interesse que a maioria dos nossos ouvintes demonstram ter sobre o tema, deduzimos que o assunto é, de fato, um interesse geral, e isso é ótimo.

E pra ajudar você a pensar um pouquinho mais sobre esse tema, vamos abordar hoje alguns pontos dessa inteligência tecnológica emocional.


Vamos reunir algumas atitudes que pessoas consideradas emocionalmente fortes costumam tomar todos os dias. Confira e depois me conte quais dessas ações você tem também:

Sobre a
energia mental, pessoas emocionalmente inteligentes e equilibradas sabem filtrar tarefas e pensamentos, de modo que conseguem abstrair aquilo com o que não adianta se preocupar ou se esforçar. Da mesma forma que você desativa algumas funções e alguns aplicativos do seu celular quando a bateria está acabando, de modo que apenas o essencial fica ativo, uma pessoa emocionalmente forte faz o mesmo.

Legal né? isso exige treino é claro, e uma boa dica é analisar os seus pensamentos e as suas reações diante do que acontece. Perguntas como “isso é realmente importante?” ou “eu vou conseguir resolver esse problema agora?” fazem toda a diferença. Não perca seu tempo e sua energia pensando em coisas que nem aconteceram ainda ou que não podem ser mudadas.

Outro ponto interessante sobre inteligência emocional em tempos de tecnologia, em tempos de mercado de trabalho concorrido, produtividade e tudo mais, é trabalhar para alcançar metas.

A palavra “meta” é geralmente vista como uma vilã, mas a verdade é que traçar metas é o primeiro passo para alcançá-las. Ter seus objetivos bem definidos vai fazer com que você tenha mais facilidade em enxergar seus propósitos. Ontem a noite, durante uma aula para meus alunos na Engenharia Civil eu disse isso: Uma vida sem propósito? Pra que vida?

Pessoas emocionalmente fortes não caem na cilada de esperar uma recompensa imediata. Em vez disso, elas sabem que é importante manter em mente seus objetivos em longo prazo. Elas sabem ver obstáculos como desafios e recebem críticas como uma oportunidade de aprender e melhorar.

Se você analisar bem, ninguém sabe de tudo, então quando uma pessoa corrige um erro seu e mostra como seria o jeito certo de lidar com determinado assunto, na verdade ela está te ajudando a ser melhor.

Em vez de ficar com raiva ou com vergonha, quando alguém corrigir aquele e-mail que você enviou mau escrito, aquela planilha sem fórmulas ou aquele comentário sem sentido, sem a intenção de transformar essa correção em humilhação, agradeça e aprenda.


 

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