20 nov 2009 13h35

Jovens buscam academias cada vez mais cedo

Thiago Cruz
“Eu malho pra ficar forte quando eu estiver mais velho.” É assim que Gabriel Camilo Seixas, 13 anos, justifica a procura tão precoce por uma academia de musculação. Ele e vários outros pré-adolescentes, em busca do corpo ideal, estão trocando as brincadeiras e os esportes por exercícios de academia cada vez mais cedo. “Há uns 10 anos o aluno mais novo da academia teria por volta de 17 anos. Hoje em dia temos alunos de 14, 12 anos”, conta Reginaldo Cruz, personal trainer há 15 anos.

Reginaldo acredita que essa transformação seja consequência do momento sóciocultural. “Os jovens estão mais preocupados do que nunca com seus corpos, mas isso não quer dizer que eles estejam preocupados com sua saúde. Muitos percorrem caminhos nada saudáveis para atingir seus objetivos”. Segundo o treinador, é mais indicado que as crianças que desejam iniciar a prática de atividades físicas mais localizadas o façam em uma academia, acompanhadas de perto por um profissional especializado. A musculação feita de forma errada pode causar sérios danos às estruturas muscular e óssea do indivíduo.

O fisioterapeuta Wagner Arruda endossa essa opinião. Ele conta que atende com frequência “jovens que se lesionam por praticarem de forma indevida a musculação”. Arruda acredita que a criança pode praticar exercícios, mesmo que em academias, mas sempre muito bem orientada e acompanhada de perto por um profissional, pois “seu corpo ainda está em formação e uma sobrecarga de exercício, por exemplo, pode causar graves danos”.

De acordo com o site www.educacaofisica.org, essa busca de crianças por exercícios mais pesados não é recorrente apenas no Brasil. Nos EUA isso tem despertado o interesse de algumas empresas que começaram a investir em atividades e/ou horários especiais para esse público. A Childrens Health & Executive Club, em Chicago, é uma empresa que fabrica equipamentos de musculação e possui três academias de ginástica, especialmente para crianças.

Muitas crianças, no dia a dia e principalmente nas aulas de Educação Física, começam a se sentir menos ágeis e menos fortes que seus colegas. Uma conseqüência disto é o grande número de faltas e justificativas para não participarem da prática. No caso das crianças com obesidade, fator comum nos Estados Unidos, o problema parece se agravar, principalmente quando as aulas priorizam o esporte. Em vista disto, crianças de todas as idades estão se dedicando mais aos exercícios em academias de ginástica, pois podem fazer um trabalho direcionado para sua prioridade.

Não é proibido que crianças façam ginástica, desde que seja acompanhada de perto por profissionais capacitados a identificar as necessidades do indivíduo, evitando que exercícios sem orientação adequada prejudiquem o bem estar.


Fonte: Age Notícias

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