12 ago 2009 04h25

Projeto "De Braços Abertos" é lançado em Paracatu

WebReporter
Empresários, representantes de instituições e políticos participaram do lançamento do Projeto “De Braços Abertos”, realizado no dia 7 de agosto, na Loja Maçônica Nova Luz Paracatuense. O objetivo principal do projeto é oferecer à pessoa com deficiência, física ou intelectual, a oportunidade de exercer o seu direito ao trabalho. Para tanto, a Apae, a Associação dos Deficientes Físicos local e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas, numa parceria com a Kinross Paracatu, uniram esforços nesse sentido.

Foto: José Roberto Freire, da Kinross Brasil, representou os empresários

O projeto já era desenvolvido na Kinross Paracatu com o objetivo de capacitar os portadores de necessidades especiais para o mercado de trabalho. Agora, esta ação está sendo ampliada para toda a sociedade. Para o presidente da Kinross Brasil, José Roberto Freire, representante dos empresários no evento, toda empresa deve ser competitiva, sem esquecer-se de crescer junto com a comunidade. “A Kinross sabe que possui uma missão maior: não apenas obter lucro, não apenas cumprir a lei, mas dar um passo a frente, demonstrando vontade e dando o exemplo de sua responsabilidade social. E o projeto “De Braços Abertos” nos dá essa oportunidade. Sinto-me honrado em participar deste esforço em incluir os deficientes por meio da empregabilidade”.

“O maior limitador deste projeto é o preconceito. Por isso, é importante que as empresas contratem as pessoas com deficiência, pois elas não querem a nossa piedade, mas oportunidade”, afirmou a diretora da Apae de Paracatu, Maria Aparecida Aguiar Adjuto.

Foto: alunos da Apae se apresentaram durante o evento.

“As empresas que oferecem esta oportunidade serão surpreendidas positivamente”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativas de Paracatu e Vazante, José Osvaldo Rosa.

Pilares da oportunidade – As empresas e entidades poderão abraçar esta causa de três maneiras: pela contratação imediata, por meio de Oficina de Qualificação oferecendo capacitação técnica ou investindo em bolsa de estudo de deficientes que desejarem fazer um curso superior.

O vereador Rosival Araújo, portador de deficiência, participou da construção do projeto e disse que a meta é abrir as portas do setor empresarial e resgatar a auto-estima e a confiança dos deficientes, destacando as aptidões de cada profissional. Na primeira fase do “De Braços Abertos” o objetivo é beneficiar 70 deficientes em pelo menos um dos pilares do projeto.

Segundo o mapeamento realizado pela Associação de Deficientes Físicos e Apae foram cadastrados 976 deficientes no banco de dados das instituições.

O presidente da Federação Nacional das Apaes, o médico e deputado federal, Eduardo Barbosa, disse que o processo de inclusão social dos deficientes terá êxito quando a sociedade romper com o preconceito. “É preciso desfazer os mitos e paradigmas, expor as dificuldades e aceitar o outro. É dar o direito aos deficientes de serem cidadãos e eles terão obrigações para com a sociedade. As empresas que oferecem esta oportunidade também serão diferenciadas. Além disso, o deficiente humaniza o ambiente de trabalho dando lição de vida, de superação aos colegas”, disse o parlamentar.

Parceria - Durante o evento, uma parceria foi proposta. O presidente do Grupo Campo, Emiliano Pereira Botelho, propôs a criação de um movimento de geração de produtos hortifrutigranjeiros. “A idéia é produzir na área da Apae que possui terra e água boas e, ainda, mão-de-obra dos alunos. A Campo contribuirá com assistência técnica e parte dos fertilizantes. Convido outras empresas para participarem”, afirmou.

Outras informações sobre o projeto poderão ser obtidas na Apae, pelo telefone 38. 3671.1979 (com Luíza Simão) ou na Associação dos Deficientes Físicos, 3671.6826 (com Maria José)

Por: Departamento de Comunicação Social da Kinross Paracatu
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