30 jan 2011 14h29

O Socorro à uma criança, quase sempre, é uma luz que brilha tarde..

Glauber César Rodrigues
Se imagina na infância. Mas, distante da sua casa, saudoso do carinho materno e pernoitando nas ruas nas beiras de esgotos dos perigosos centros urbanos.

Explorado, se mandassem aos cruzamentos das avenidas para um “trabalho” sem descanso, a correr entre os carros num vaivém arriscado, oferecendo o drops e o limão a indiferentes motoristas que levantam as janelas e te olham com desprezo.

Faminto, proibissem a tua aproximação dos restaurantes, das lanchonetes e das padarias, que exibem nas vitrinas a fartura de tentadoras iguarias, e tivesses que revirar lixeiras, disputando com outros infelizes os restos que te aliviassem a fome.

Doente, o teu sono fosse perturbado pela ausência do curativo, da higiene e pelo ataque doloroso dos parasitos de pele e de infecções diversas.

Assustado, vigiasses cada movimento na escuridão, temendo a presença dos que chacinam ou incendeiam sem piedade.

Imagina, ainda, se numa dessas noites colocassem em tuas mãos um saco de cola, ou um cachimbo de crack. Sem esclarecimento e sem forças para optar, te encontrasses, da noite para o dia, escravizado pelo vício, pela prostituição e pelo tráfico de drogas.

Viciado e infrator da lei, recebesses finalmente atenção do poder público e da sociedade e te recolhessem a um abrigo para menores. Ali, então, vivesses em constante agonia, pressionado por rebeliões, incêndios, fugas e normas secretas que te ferissem a masculinidade ou te obrigassem ao crime.

“Não há nada mais trágico neste mundo do que saber o que é certo e não fazê-lo

Imagina tudo isso… E reflete sobre as misérias que estão submetidas as crianças brasileiras que moram nas ruas. Avalia se no lugar delas terias resistido melhor… E, se ainda não percebes o grito de socorro desses pequenos filhos de Deus, esforça-te para não fazer coro à condenação daqueles que mal abriram os olhos e já foram condenados. Se por acaso te sentes vítima de algum deles, busca no Perdão as forças para o esquecimento, evitando assim o agravamento de tuas dores.

E ao encontrarmos essas crianças abandonadas pelas ruas, ou ocupando trágicas manchetes do noticiário, ou, mais tarde, superlotando um dos mais cruéis sistemas carcerários que o Planeta conheceu, é que entenderemos por que o conhecimento das verdades espirituais longe de ser um privilégio tem sido muitas vezes um fator de angústia para os que crêem.

Martin Luther King deixou bem claro este sentimento ao afirmar: “Não há nada mais trágico neste mundo do que saber o que é certo e não fazê-lo. Não posso ficar no meio de todas essas maldades sem tomar uma atitude.” Armando Loureiro

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Em meio a esse mal do cotidiano, vemos que muito tem a "SORTE" de ter sua luz acesa e seu sofrimento minimizado. Quer ajudar? Quer fazer essa luz não se apagar para algumas crianças? Visite o Orfanato Angelica Lepesquer - Rua Euridamas A de Barros, (Rua do SESC) Próximo a APAC.
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